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terça-feira, 27 de dezembro de 2011

Imperador

Coisa absurda esse negócio de futebol. Um sujeito qualquer, vira imperador sei la porque e daí coitado, fica andando de um lado para o outro com um monte de dinheiro e, dando cabo do tal dinheiro com "amigos". Mal tem tempo para perceber o tempo que desgasta o corpo físico numa velocidade fantástica, mais fantástica do que a vida louca que está vivendo. Muito curto o tempo! Longo mesmo, será o tempo de dureza, abandonado por todos, enfraquecido e viciado em vícios inimagináveis, sendo o maior deles o vício da glória, do imediato, do barato das noites insondáveis, de onde o espírito se retira e deixa, por ordem, o corpo se exultar, se perder em horas de uma outra agonia, diferente daquela que na claridade põe dúvida sobre o alcance da ousadia em curso. Uma agonia que enxerga claramente o fim, o derradeiro momento da farra, do festim troglodita, onde seu nome será esquecido sem nenhuma cerimônia, dando passagem a outro... Alguns, do meio artístico pelo menos, quando percebem a inutilidade de terem alcançado um êxtase maior, o fim das possibilidades no seu próprio modo de entender, suicidam-se, como já temos visto bastante por ai. Isto se dá mais entre pessoas envolvidas com música. No futebol, o que se vê mais são homens vivendo pelas periferias, muito mal aposentados e com muitas lembranças patéticas de um tempo. Tempo em que eles tratam de achar que foram os melhores jogadores. A dinâmica da vida não lhes dá a mínima importância, querendo mais é o tamanho da fatura, sem nenhum amor a coisa ou a causa, como queiram.

sexta-feira, 23 de dezembro de 2011

Vaclav Havel



Por muito tempo guardei um texto de Havel, publicado no JB quando corria o ano de 1990 +/-. Foi a primeira vez na minha vida que recortei uma tira de jornal e colei atrás da porta do guarda roupa. Depois, nunca mais fiz  nada igual. No texto ele deixava claro que sua estada no poder da Tchecoslováquia era qualquer coisa de incompreensível para ele, absurda até, tendo em vista sua aversão pelo poder. O texto, que reli muitas vezes para as pessoas, fez de mim um seguidor de Havel, um seguidor distante, leitor das notícias que vinham dele e seu governo. A divisão do seu país em dois países distintos, automaticamente julguei justo e necessário sem nem ao menos tentar entender mais nada e, simplesmente porque fui absorvido pela sinceridade de quem tão modestamente esclareceu, naquele texto, uma honestidade imensa e comprometedora, que punha para o leitor, dúvidas imensas sobre a capacidade que teria ele mesmo, de governar seu próprio país. 
Fernando Henrique Cardoso, que admiro muito, não o recebeu quando ele esteve no Brasil e isto, achei desnecessário e arrogante de sua parte, coisa que de modo irônico deve ter sido entendido pelo filósofo Havel, que nesse caso, segundo as notícias da época, ficou tomando umas e outras no hotel em que se hospedou, acho que em Copacabana. Nada mal para aliviar as tensões de uma governança num país de centro, jogado ao comunismo estupido, querendo mais da Tchecoslováquia, garantias de passagem de oleodutos ou coisas parecidas para preencher necessidades vitais numa R.R.S.S., desorganizada, cruel e destemperada.    

quinta-feira, 15 de dezembro de 2011

Rio de Janeiro

Jardins do museu da República
Uma sujeira que não é apenas das calçadas fedorentas de mijo humano, cocô de mendigos. Sujeira maior, é a que paira no ar, no olhar desconfiado das pessoas amedrontadas à mercê da corrupção que já não se preocupa em ser discreta, que desvia mais que verbas,... desvia a energia das pessoas, a vocação para a esperança e, basta olhar tais pessoas nos ônibus, nas ruas,... sem sorrirem, mudas, embrutecidas e absolutamente desacreditadas do que quer que seja. O Rio transformou-se numa praça de guerra, de uma guerra de pedaços, sem conquistas, sem vencidos,... sequer tem dono, ou, algum objetivo. Bem! Guerra nenhuma tem objetivo ou compensação, mas esta guerra,... de corruptos, drogas, politicagem, com tiros dirigidos a bandidos pobres, tiros que evitam os ricos empenhados em construir a toque de caixa obras faraônicas para acomodar uma olimpíada de última hora, que não comemora nenhuma vitória, nenhum grande feito em benefício real do povo. Ah!  O povo. O povo está sendo levado a uma situação de espoliação muito abaixo de qualquer crítica.
O mais impressionante dos fedores no Rio é a indiferença das pessoas, comendo salgadinhos nas lanchonetes maquiadas em gesso, com as manchas de xixi fedorento bem rentes as soleiras das portas dos estabelecimentos, com odores horríveis que surgem piores, estimulados pelo imaginário presumindo sobre o que pode haver por baixo do gesso, entre o gesso e as casas velhas - que aninham ratos em quantidades de dar inveja aos filmes de ficção do tipo - Os ratos atacam outra vez. Fico imaginando o que acontece no meio da noite, quando apenas restos de comidas em panelas mal cuidadas ficam expostas nas cozinhas desses bares e lanchonetes que servem alimentos no expediente da cidade, já sem mais... preocupação em esconder o descaso, o pano sujo de limpar rapidamente líquidos derramados e afins. Ai vai a ideia para reportagens burlescas: Uma câmara filmando à noite o movimento dos ratos nestas cozinhas. Algumas verdades são expostas mesmo, tal como a explosão do tipo que se deu num restaurante da praça da Bandeira há pouco tempo. Daí é possível perceber que sob a laje havia um arsenal para dizimar ratos do local e acho até, que a população se sente vingada, quando acontece um - explode tudo, expõe ferro retorcido, porcariadas mal cuidadas do local onde pessoas frequentam fingindo serem "clientes", de um mundo em plena decadência e, ao mesmo tempo, um mundo intrigante - rápido demais, de tecnologias fascinantes e tão curiosas que nos deixam querendo viver mais, ver mais, o desdobramento das novas fronteiras, discussões que pretendem aposentar as guerras de vez, transformando tudo em mercados e, tão rapidamente que tudo acontece sob nossos olhos curiosos, já sem tempo para o tédio, o lânguido, o bucólico. Curiosamente minha geração ainda pode ver o momento da transformação, guardando, cada um de nós, fotos do passado vivenciado, alterado,  com a chegada do celular, da internet, da relação gay, dos helicópteros como quase alternativa barata, a democratização em curso do oriente médio, de um negro presidente dos Estados Unidos. As maravilhas da visão da reforma do teatro Municipal no Rio, sob a direção de Carla Camurati, me deixaram um tanto compensado por estar no Rio,... ter que estar. Fui ver também um colégio em que estudei, o Juruena, no Catete e aproveitei para passar umas horinhas nos jardins do Palácio do Catete - Museu da República, onde, naquele sábado, centenas de pessoas também se refugiavam. Quase entrei também, num outro dia, no museu Nacional de Belas Artes, mas o meu tempo naquele dia não era exatamente livre.
O Rio desperta paixões e isto não posso negar. É impossível não pensar nas contradições da cidade, com sua história sobrevivendo aos maus tratos de uma sociedade apressada, ávida por sobreviver numa constante ameaça política e do narcotráfico. Esperar que um dia melhore é uma ilusão que não consigo descartar, mas isto não será para os meus olhos cansados.

quinta-feira, 24 de novembro de 2011

Era de Aquário II

Sou mesmo um descuidado e permanente usurpador de mim mesmo. Não sei o que é era de aquário, quando começou, se começou e se já terminou ou, se não terminou. Claro que poderia muito bem e, rapidamente me informar a respeito, mas o que sei é que acho lindo, pensar numa era... de aquário. Minha simpatia pela combinação é nostálgica e presume uma evolução vinda de não sei onde, endereçada às novas criaturas, donas do futuro, de um futuro que não farei parte, mas que seja, quiça, melhor. Fazer ou não parte de tal futuro não é relevante e sequer imponderável. Estaremos presentes no futuro de um modo ou de outro, pois não tem cabimento que nossa evolução mental e espiritual, seja interrompida simplesmente, até mesmo porque nada é simples. Uma folha não é simples. Pelo contrário, a complexidade de uma folha, como se sabe, é imensa.

terça-feira, 22 de novembro de 2011

Era de Aquário

Eu sinceramente não entendo bem desse negócio de signos, era de aquário, etc. Entender alguma coisa envolve o estudo daquela coisa e eu, como sempre, preguiçoso, lânguido muitas vezes, outras tenaz, obsessivo por terminar um trabalho e, jogar-me para admira-lo pronto, o trabalho, estudando os resultados, extraindo deles, a essência, uma essência cabal, que projete todas as possibilidades vindas do trabalho realizado e os vetores do tal trabalho, não consigo me dedicar, por exemplo a estudar signos, a mandala, acho eu. Isto me tomaria um tempo, com certeza fascinante, mas, diferente da minha natureza de interesses. Percebo sim que saímos da era de peixes e que certa consciência nova paira sobre a humanidade, trazendo com ela, inclusive grande confusão pelas drogas, mas que entrará em declínio, suponho, para prevalecer a grande era de Aquário, anunciada, muito anunciada pelo movimento Hippie lá pelos anos 70 maravilhosos. Minha simpatia pela era de aquário é sem dúvida grande e esperada - curiosa por viver o máximo nesta era e, confirmar belezas anunciadas, uma vez que sou escravo do belo, das formas.
É preciso reparar toda uma preparação da nova era - entender que algo de diferente paira no ar, anunciado na peça Hair, seu som maravilhoso. Tudo do movimento fez parte da preparação do que está por vir e como sempre, nada é por acaso, onde por exemplo, as vidas de hoje, do momento, fazem parte de um grande ajuste humano no universo, preparação para encontro com o portal da consciência plena, onde estará liberado o funcionamento cerebral completo. Um abraço.   

sábado, 19 de novembro de 2011

Interpretação - China ou Blog?

A interpretação, no meu caso, pode me levar a China enquanto eu penso apenas em ir ao... banheiro. Sou assim, com esse defeito de fabricação - criando devaneios do nada. Quando a Fernanda, me acarinhou com as palavras, dizendo que "estive por suas bandas", achei simplesmente que ela esteve aqui, na minha cidade e não veio me ver. Fiquei, por isto, pensativo tentando entender uma série de coisas a respeito. Quando as pessoas chegam a Meaípe, muitas delas, se hospedam no hotel Gaeta, famoso por aqui e, até isto imaginei, que ela esteve aqui, com o marido, hospedando-se no tal hotel, comeu moqueca, viu a delícia da nossa praia à noite, caminhou na areia, lembrou-se mim e pensou inclusive no quanto podíamos ter conversado e tal. Eu da minha parte estaria mostrando a eles, coisas da praia, como o bar do Hélio, que resiste aberto em noites de invernada, dos meses frios - junho e julho, onde se pode por exemplo, comprar cigarros 2.00 horas da madrugada. Agora já nem fumo mais, abdiquei desse prazer para continuar respirando. Poderíamos, durante o dia, claro, comprar um peixe quase vivo na peixaria do Helinho, lá nas pedras, meio fora do mercado mas, de tão bom que é sobrevive do mesmo jeito. A família dele pesca e, eles vivem por lá, nas pedras, num ambiente de redes estendidas, barcos em manutenção e toda a coisa fresca, boa, da pesca artesanal, que meu Ibama particular não pode deixar de aprovar. Bem, poderíamos comprar um peixe e preparar uma moqueca em nossa casa, dessas que passam ao nosso inesquecível, pelo menos para mim, na companhia nobre, de uma pessoa que não imagino como seja.! Tenho certeza absoluta de como ela é.
Embora seja eu, capaz de ir a China por descuido, sou capaz também de mentalizar alguém, praticamente sem margem de erro, graças, acredito, pelo tempo gasto numa viagem a China, seus prazeres, as visões, o imaginário.
A Fernanda não devia saber disto, mas vou dizendo: Já decidi que quando nos encontrarmos lhe dedicarei o mesmo cerimonial dedicado às minhas filhas, o que me dá uma margem muito grande no contexto das minhas razões, evitando portanto, cerimônias descabidas e incluindo outras, o que diminui o tempo de "O que será que ela está pensando". Assim serei e, a fórmula, com certeza dará certo.
Então! Vamos lá! O que a Fernanda quis dizer com "estive por suas bandas", foi que esteve vendo o meu Blog.

domingo, 13 de novembro de 2011

Xurupita

É interessante a vinda da minha filha em nossa casa e, preocupante ver a minha neta no estado atual da sua vidinha dominadora dos - pai e mãe embasbacados pelo poder manipulador de uma criança no maravilhoso mundo novo, onde tudo se ordena, por outro poder, o poder de compra de cada um. Compra-se teoricamente, de tudo, inclusive segundos de aparente sossego de uma criança, que enquanto pensa na próxima travessura, alivia a todos, que aproveitam tais momentos para viverem suas próprias vidas, abrindo latas de cerveja, olhando a TV, falando as mais fúteis bobagens e,... tudo, por uma consciência, de que em minutos, fatalmente, a criança já estará - por exemplo, enfiando o controle da televisão, dentro da água do cachorro e o cachorro, fica sumido nesses dias de domínio, parecendo ser mais esperto do que todos nós. Também a gata se manda para locais como o telhado, acima das investidas da pequena rainha, cujos desejos são atendidos - todos, numa sucessão infindável, sob seu olhar - diria que até cansado, de ver tantos desejos serem tão prontamente atendidos. A mãe, que é minha filha e foi criada de um modo parecido, descontado apenas algumas das maravilhas do novo mundo, que eram um pouco menos, joga suas esperanças na creche. __Ah! Esse ano ela vai pra creche. Lá vai conviver com as outras crianças e vai aprender. Pergunto: Aprender o quê? Provavelmente aprenderá como cobrar mais, devido ao abandono das horas passadas longe dos pais inoperantes. Tudo será aprendido em conformidade com as outras crianças, cujos pais, passam exatamente os mesmos problemas. Diria que a parceria da creche, com outras crianças, fará com que a nossa Xurupita, amplie seus conhecimentos para impor ainda mais, por ter sido posta numa creche, de onde os pais, esperam um milagre, esperam que transformem seus filhos em crianças calmas, destas que ficam quietas, sossegadas, que façam coisas receptivas, entendendo que são amadas e que não precisem ser chamadas de hiper ativas - nome novo das crianças mal criadas.
No fogo amigo da criação de nossos filhos, fica uma certeza, a de que pensamos nossos filhos como a extensão de nós mesmos e eles, os filhos, querem mesmo, é serem mais eles, ainda desconhecidos deles mesmos e que querem descobrir. Diferente, é claro, do que nós os imaginamos.  

quarta-feira, 9 de novembro de 2011

Fé que vem... e que vai.



Por que um indivíduo espiritualizado deveria ter menos medo da morte? Um filme bíblico que vi uma vez, desses de semana santa, Jesus foi buscar sua mãe Maria, momentos antes da sua morte e disse a ela que não tivesse medo e que logo ela estaria junto dele.  Depois disto, fiquei pensando sobre o privilégio de ser a mãe de Jesus. Eu, por exemplo, me sinto também um privilegiado. Sou na vida exatamente o que desejei ser - nem muito, nem tão pouco - Um observador da vida, catalogando dados para trocar as peças em determinados momentos de modo a ver porque alguma coisa aconteceu daquela maneira. (Mais ou menos isto). Isto não é pouca coisa para mim. Significa que venci na vida, que Deus me deu exatamente a vida que desejei e que posso enxergar em vida, o que desejei da vida. Desligar minha vida vai dar medo sim, um medo de instantes, horas, dias, maior do que o medo de uma agulha com anestésico de cirurgia que promete em seguida, corte na carne, mas, tudo passa e por esta razão Fernanda, costumo pensar que na hora certa espero saber estar desligando minhas chaves  - dos tipos elétricas de um padrão de força - para entregar ao outro lado o que restar...Desconhecido!  Voltando: Analisando a desumanidade humana - guerras,  fome, egoísmo, penso que ao morrer, estaremos mesmo duvidando da vida após a morte e, das conseqüências de termos vivido de modo , no mínimo, egoísta. Tal dúvida faz parte da vida, do condicionamento da vida na terra, para justamente, o homem poder escolher por si só, se será do bem o do mau.  Por isto, entendo que a minha espiritualização, funciona em fleches, em que me vejo jogando barro numa parede muito grande e, com dias em que vejo o barro caindo porque fiz um barro com milhares de dúvidas, diferente do que vi um pastor contar na TV, que seu avião estava caindo e ele se sentia tranqüilo...  Acho que o avião acabou não caindo. Sei lá!. Vai ser tranqüilo assim lá longe... Na Conchinchina, pois lá, é noite enquanto aqui é dia.  Somos assim, todos nós, meio barro, meio tijolo. Nunca seremos uma coisa só, uniforme – para o Maravilhoso Mundo Novo e,... Ainda bem que somos assim! Repare que a minha fé é uma salada de frutas, mas, tem dias em que ela, minha fé em Deus, na vida, se apodera de mim, me lambuza e me deixa untado – para enfrentar, acho eu, a próxima crise. 

sábado, 5 de novembro de 2011

De onde vem essa força?

Em certos momentos da vida uma coisa difícil de se manter é a chama da energia, meio fenômeno, uma espécie de levitação, que nos coloca em posição de escrever, interessar leitores, levando idéias,histórias,acontecimentos, de modo que cativem e façamos voltar ao blog da gente, pessoas como a gente mesmo, que pensam, escrevem também e que fazem de nós, seguidores, compartilhadores de idéias. 
Espero sinceramente que esse meu momento acabe logo e que eu possa voltar a participar mais e mais na delícia de dividir a palavra escrita com todos os participantes que comungam com minhas páginas. 

Reparem na coisa impressionante de estar em levitação (Abrir o Link)
http://www.jb.com.br/fotos-e-videos/video/2011/10/19/cientistas-mostram-fenomeno-de-levitacao-com-supercondutores/

Helicópteros da China

Finalmente recebi os helicópteros da China. A empresa  DX  entregou o produto comprado no prazo de 2 meses e 7 dias, mas entregou. Agora pretendo fazê-los voar e parta isto, vou prender um aparelho numa mesa, com fita adesiva e treinar a aceleração e movimentação, antes de fazê-lo voar de verdade. Assim, aprendendo alguma coisa e evito a quebra de principiante do aparelho, batendo em paredes e outras coisas.
Não posso reclamar de brinquedos na minha infância, mas agora, vou experimentar brinquedos com controle remotos.

Peço Desculpas

Problemas para resolver estão fazendo com que eu deixe de postar por mais de 12 horas. Logo estarei de volta.  Não me abandone porque foi muito difícil te conseguir.

segunda-feira, 31 de outubro de 2011

Cura III

Entre os comentários a repeito do câncer do Lula, alguns sugerem que o tratamento dele será melhor do que dos outros, que não são presidentes. Isto não é verdade com respeito ao câncer porque os hospitais dedicados ao tratamento do câncer, são todos de referência e além disto, os tratamentos são os mesmos e limitados aos conhecimentos de hoje a respeito da doença. Remédios ambulatoriais pós atendimentos nos hospitais podem custar caro, muito caro e caríssimos e ai sim, pode depender do bolso do paciente.
Conheci estrangeiros que teimavam em continuar falando "enrolado" apesar de uma vida inteira no Brasil e, conheci um sujeito que teimava em falar com uma voz desafinada, muito esquisita para mim, mas que parecia agradar a maioria de seus ouvintes. Constatei isto quando percebi que se ele quisesse, poderia falar normalmente. A voz rascante do Lula, sempre achei meio exagerada, marcada para ser um diferencial, ruim para os  meus ouvidos, mas agradável aos seus eleitores. Tem gosto pra tudo neste mundo. Claro que a voz do homem em questão, que permite ser fotografado no leito da quimioterapia e a sua devida publicação, coisa que qualquer outro mortal evitaria, pode não ser empostada, pode ser normal mesmo.
Torço pelo restabelecimento deste cidadão, tanto como para todos os necessitados de socorro médico. Torço pela humanidade, torço por nós, pelo nosso avanço do amor ao próximo, pela compaixão aos explorados, pelos que são usados,  para que consigam distinguir, separar, apurar, plantar e colher.

Mais ministro roubando

Sujo meu blog mais uma vez falando de ministro ladrão. Agora foi a vez do esporte que da sua contribuição ao rol de larápios pegos em flagrante. Nada sei desse infeliz ladrão que ao entregar o cargo ainda é elogiado pela presidente, numa incoerência de dar pena. Até onde irá isto?

A Cura II

Merecer a cura, nem sempre é questão de milagre, mas de auto disciplina. As pessoas fumam, bebem alcoólicos, não repõem líquido (água), comem qualquer coisa e fazem tudo isto por pirraça contra ninguém menos que elas mesmas. Algumas coisas a gente consegue resolver e dou um exemplo: Eu tinha mania de comer biscoitos recheados - redondos - que tem em qualquer promoção de super mercado. Comia os biscoitos no computador e depois que fui informado sobre a quantidade de gordura nociva (saturada - nem sei o que é isto) dos recheios, simplesmente tomei aversão aos biscoitos. Agora bebo água no computador. Todos nós temos notícias de crianças com colesterol muito alto.
Quando parei de fumar, sabia que o estrago já estava feito, mas a vantagem veio mesmo assim. Hoje respiro de verdade, podendo encher os pulmões e sentir o ar, o que não pode ser comparado ao ar mal cheiroso do cigarro queimado. Engordei depois que parei, mas já estou começando a  reverter a situação.
Tomando por base o meu caso, de pessoa desregrada, dada a vícios, descompensadas, chegaremos ao porque da inutilidade da cura. Aos 63 anos, parei de fumar, enjoei daquela porcaria e agora bebo muita água, mas o resto - comidinhas como pizza e carrê empanado - fazem parte do meu pecado. Caminhar!!! Tenho tentado caminhar, mas é difícil manter a disciplina. (Continua) 

domingo, 30 de outubro de 2011

A Cura I



Onde estará verdadeiramente a cura para nossos males? Lembro-me sempre de um filme que vi ainda menino em que o candidato a príncipe precisava alcançar uma flor azul na ponta de um rochedo, um local de muito difícil acesso e, isto, depois de procurar a flor o filme inteiro. A flor iria servir para curar a princesa.
Curar é sublime quando se justifica. Curar por curar, não extirpar a causa  do mal, o fundamento, a raiz,... de nada adianta. A doença é simplesmente a manifestação da máquina desregulada e trabalhando sem a devida manutenção. Pouco adianta curar um tumor se o motivo para a instalação do mesmo não foi solucionado. O sol causa câncer de pele e por esta razão, uns mais do que outros, não podem se expor ao sol, mas a exposição ao sol faz mal a todos, sem exceção, inclusive aos irracionais. Um exemplo: Nossa cachorrinha, está sempre se deitando no sol e "digo a ela que faz mal", o que ela não entende e continua a fazer. Alguém dirá que devo prendê-la durante as horas de sol, mas isto não é do meu feitio, prender ninguém, nem mesmo a cachorrinha. Pior, é dizer a uma pessoa - racional, que o sol faz mal e ela simplesmente ignorar, assim como eu mesmo ignoro muitas vezes, achando que estou "enganando" alguém ou alguma coisa, enquanto permaneço sob o sol direto ou mesmo, o sol de reflexo, tão nocivo quanto o direto.  (Continua)  

sábado, 29 de outubro de 2011

Rancores

Não! Não quero nada novo, sequer seu sabor sua sedução embebida em alguma teoria infame de modernidade. Quero o velho, o reformado, com seus riscos e lembranças para embalar meus pensamentos e devaneios agora amenos, em conformidade - conformado com o destino da vida, seu resultado, soma de muitos mal feitos e de alguns acertos tímidos absolutamente desconhecidos, mas, sempre desagradáveis para alguns que acham muito, algum acerto para mim, um ser, que pela vista, merece acerto nenhum, ficando só, de burros n'água, sem camisa, ao relento se possível, ao alcance porém, para ser achincalhado, deposto talvez até de uma calçada disputada pela mendicância e, tudo isto por questão de que sempre gostei de mim, no espelho, no jeito, na forma de ver, de não querer, de escrever,... Sei assim,... Que é menos do que devia. Tudo pode parecer loucura mas não é, talvez por razões de signo, outras razões e um fato: Não há mais como voltar e deixar de pensar, de advogar minha causa perante os que me julgam diante dos meus inimigos, geralmente amigos do novo. Isto, pelo menos, já descobri.

Chico

Velhas e duras marcas eu quis rever ainda que por instantes no reflexo, do suor, de sempre, na espreita estreita da estrada infinita sob a mira de sua própria arma, com gatilho que tantas vezes lhe rasgou o próprio ventre na busca sempre ousada, de nada como um sonho, mas de outra... coisa urgente talvez de certo amante exasperado, na troca, no cambio de amor por amor, por amar, por ouvir falar, do que tem que ser como é, ou seria como as marcas lhe impuseram entender, meio entender, alguma coisa como entender enquanto correm horas, noites, dias em busca infiel, devassa, ácida, de um céu morto, ao tempo que ouve Miranda em Paloma   furtiva de bordel,.. de bares escusos em becos insalubres de amigos e amantes em arrastados boleros de máquinas coloridas acariciando sonhos cansados, embebedados no raiar, quase raiar, de um novo dia.

sexta-feira, 28 de outubro de 2011

Banco da Fernanda



Cheguei hoje de viagem e fui logo dando uma olhada no Alma e daí vi que nossa querida Fernanda está contabilizando debêntures, enquanto eu, na tal viagem contei os mortos. Minha viagem foi por lugares onde morei há vinte anos e, onde nunca mais voltei  - de carro, olhando com calma as ruas, casas, pessoas amigas e outras, conhecidas. O coronel Mário Quintana, por exemplo, aposentado da aeronáutica, me fritaria o ovo se visse seu nome exposto num blog, reservado que era... Morreu! Uma vez ele trocou uma camionete nova por outra nova e eu, que conhecia um pouco dos seus hábitos perguntei: Coronel, por que o senhor trocou uma camionete nova por outra? De pronto ele respondeu que os micos leões dourados do seu sítio em Silva Jardim – estado do Rio de Janeiro, não podiam ficar sem as bananas que ele sempre levava. Ele não queria que nenhum enguiço o impedisse de levar as bananas.  Outras pessoas que a curiosidade me fez querer saber do destino acabou em morreu. __ Fulano!? __Morreu! __Beltrano? __Morreu!  Perceber tão claramente o limite da vida, entender que dia a dia se caminha fatalmente para tal limite, ser cliente do banco da Fernanda é muito bom. Preocupado, quero manter meu cadastro em dia. 

sexta-feira, 21 de outubro de 2011

Não pode Fernanda!

Devo dizer que seu marido não pode ceder e que mantenha a ameaça de sair pela outra porta. Aqui em casa, eu e a bolinha, de vez em quando somos também obrigados há ficarmos alguns dias com o coração na mão, enquanto dura a armação do complô, que enumera até vantagens de um ou mais irmãos para a bolinha. Bolinha, ciumenta que é, nem cogita de receber seu ninguém em seus domínios e, durante o período do pede daqui, pede dali pra cachorro, período do Lobby,... Eu que tenho a fama de democrático, sou obrigado a mostrar meu outro lado,... o da razão. Bolinha com mais um “irmãozinho” (É assim que chamam o candidato durante o Lobby) no quintal, ninguém dorme a noite, principalmente vizinhos e esse é o meu maior trunfo. Pelo sim pelo não a foto dos três carentes não pode rodar aqui pela nossa casa. Devo deixar baixo e torcer para que alguém que realmente tenha todas as condições recolha a bixarada necessitada. 

Guardião

Sou o guardião desta joia, um relógio de bolso que está na família a pelo menos 120 anos. Minha mãe  encarregou-me de mantê-lo e nomear outro guardião. Muito lindo o bixim.

Amigos




Cerimônia é a palavra. D'eu mesmo, que só uso o que consigo tirar do baú velho e cansado de ser levado de um lado para o outro. Amizade para sobreviver precisa da cerimônia tão conhecida dos índios e desprezada entre os civilizados. Entrar na intimidade, mesmo sendo convidado, só com mais cerimônia ainda. Quanto mais amo minhas filhas, mais mantenho a cerimônia e assim, para se falar o "que pensa" - até falamos, mas depois vai tudo pra quarentena. Amizade é uma coisa de facção. Precisamos estar meio que entorpecidos pelas mesmas idéias. Um DNA de pensamentos sujeitos a reprocessar toda desavença provocada, em nome da necessidade, sede de continuar a coligação de pensamentos. Às vezes eu olho para uma pessoa e penso: Eu sou amigo dela, mas ela não é minha amiga. Para mim isto quer dizer que meu coração está aberto para a pessoa. Quer dizer que meu espírito aceita a pessoa. Quer dizer que meu coração consegue entender as manobras executadas pelo amigo, diferentemente do que era esperado. Quer dizer que o amigo precisa aprontar muito para ser expulso desse meu coração leviano. 
O amigo mais verdadeiro está dentro de nós, ansioso, calmo, faminto, raivoso, amoroso, dengoso, cruel, inspirado, resfriado, sem excitação, excitado, preguiçoso, sem vontade, rebelde,... Enfim, tudo isto e muito mais,...  para não dar  curto circuito com o amigo inesperado, que apareceu de repente cheio das mesmas coisas... Em outra ordem.  Dependendo da hora e do lugar, muitas vezes é preciso à cerimônia de um embaixador para manter o rumo, manter a chama acesa, o fogo que pela lógica amorosa da amizade verdadeira, não se apaga,,... que no mínimo, fica reaparecendo na lagoa de nossos pensamentos, acendendo um pouquinho e se apagando por afogamento provocado. 

quinta-feira, 20 de outubro de 2011

A Líbia se libertou?

Hoje mataram o ditador Kadafi. Mataram um ditador que se apoderou do petróleo - ouro negro, tão maldito quanto o amarelo. O assedio enquanto houver petróleo fácil, do bom, do melhor, haverá por parte do ocidente com propostas indecentes,... A quem? Quem será o assediado? Será alguém de caráter tão firme quanto seria o necessário? Surgirá da rebeldia desse povo castigado por 40 anos de ditadura um líder capaz de resistir ao poder descaracterizador patrocinado pelo ocidente ávido em comprar, barganhar, corromper e tirar vantagem?
Quando vi as fotos que serão exploradas ao máximo de um Kadafi morto, tragado pelo melhor da rebeldia, daquela surgida do seio de um povo massacrado surgiu a pergunta: O que pode ser feito para que realmente seja instalado um governo pacífico e justo para um povo sofrido, sentado em cima da fortuna incalculável do que há de melhor em petróleo? A qualidade do petróleo Líbio é um problema a mais para ser resolvido, pois a ganancia do 1º mundo não quer esperar,...Quer logo este produto! Quer logo um chefe novo de tudo, para negociar, abocanhar de uma vez o que julga mal, muito mal como solução que deixe um outro ditador a caminho de uma Líbia maldita, por ter sob seu solo, tão poderoso produto.

terça-feira, 18 de outubro de 2011

Aline é uma jornalista



Concordo com você Aline. O presente que a gente dá aos filhos é a educação possível, ética que falta tanto por ai. Ética na vida é o único modo de nos dar dias felizes, momentos de recompensa, diferente de ganhos inescrupulosos, tanto de corruptores como de corrompidos. Fico imaginando como deve ser para uma pessoa do tipo vendida, ler qualquer texto publicado que venha questionar, por exemplo, presentes de natal, no mesmo instante em que acha normal, trair, encher o fole por que é natal, bater nas crianças, discutir com vizinho, ligar escondido para o caso fora do casamento. Enfim: Ser traíra em tudo, mas dar presente, em geral vagabundo, da China, para disfarçar a própria condição. Por falar em China, cliquem no Link e vejam um vídeo bastante impressionante...da China. http://www.youtube.com/watch?v=S8_lKTYfVSU&feature=player_embedded

Outra morada



Quanto mais o tempo passa, aprendo! Uma das coisas que tenho aprendido é que os nossos queridos, de fato não pertencem aos corpos que os revestem. Eles são mais, muito mais na medida em que não abandonam nossos pensamentos, que se revelam na continuação dos nossos dias, com suas receitas, idéias, feitos, conhecimentos, burrices, coisas engraçadas, situações,... Enfim, tudo, todo dia,... Momentos, reflexões, que faz dos nossos que partiram, não partirem de fato. É como se passassem a morar num lugar inacessível, mas viável, dependendo apenas do nosso imaginário mais aprimorado, disposto a investigar os mistérios do paralelo, um paralelo acima dos preconceitos religiosos, ciente das possibilidades reais de vida, além dessa nossa vida pré-concebida por ser, palpável indiscutível como quer a banalização do mercado de capital, capaz de julgar a vida, objeto, muitas vezes desprezível. 

segunda-feira, 17 de outubro de 2011

Split 9000 ou 7000 BTU's

Ar condicionado é um negócio de último caso e no verão que se aproxima em Meaipe - Guarapari Es; onde nunca pensei em instalar um aparelho destes,... agora penso. Como diz o nome, trata-se de um clima artificial e deve ser tratado com cuidados. Caso venhamos a usar, vou tentar pelas minhas regras de um passado remoto, onde fiz o seguinte: 1) Ligar o aparelho a noite, ao deitarmos. 2) Desligar pela madrugada, quando acordo. 3) Ligar o exaustor (tipo de cozinha).
O melhor aparelho para o nosso quarto de 3 x 3.5 mts, é o de 7000 BTU's; - 220 Volt. com função de trabalhar mais ou menos 5 horas por noite, aproveitando a queda natural de temperatura da madrugada. Pretendo ainda, instalar um exaustor no quarto, para retirada total do ar viciado que se forma com o quarto fechado e com o  funcionamento do ar condicionado, que funciona quase como a geladeira, onde não há troca de ar pelo ar externo.
É preciso entender que o uso desses aparelhos, podem trazer problemas de saúde se não houver critério. As pessoas pensam que gelou ta bom, mas nosso corpo climatizado para cada estação do ano, de modo natural,  precisa entender o novo, a situação de um intruso no seu relaxamento,... nas horas de descanso, quando o corpo humano fica vulnerável e sujeito a agressão de exposição, que justamente um quarto fechado quer evitar, pois o ar frio, penetra como um agente perigoso.
As marcas - Spring / Consul / York / são confiáveis.

sexta-feira, 14 de outubro de 2011

Adsense

O Adsense me abandonou e não sei porque. Vá com Deus programa explorador de usuários que "pensa" apenas em ganhar dinheiro explorando a nossa inteligência, sugando feito um chupa cabras o que temos de melhor. A Blogosfera é uma rede que reúne todo tipo de experiencia de vida, publicando, cada um a seu modo e expectativa - sonhos, ambições, projetos, criações artísticas, etc; tudo a custo 0 para o Adsense e outros softwares de publicidade, que fazem dos usuários da Internet, jegues baratos para venderem todo tipo de propaganda, sem nenhuma censura possível, por parte dos seus... jegues.  Por isto, suma mesmo do meu Blog e não apareça mais - propagandinha marrom. Se algum dia meu Blog ascender e se for procurado por esta propaganda ridícula,... aceitarei pois sempre é um dimdim a mais.

quarta-feira, 12 de outubro de 2011

Peço perdão


Peço perdão a todos os irmãos que ofendi nesta vida terrena, causando grandes atrasos na evolução espiritual de cada um deles e também da minha própria evolução. Tenho sistematicamente tentado corrigir, jogando por terra muitos avanços extraordinários e notórios, cada vez que sou testado sobre a veracidade das minhas intenções perante os conhecimentos que se aproximaram de mim, cuidam de mim e que esperam de mim uma atitude de fraternidade perante irmãos na vida terrena; Irmãos que não tenho conseguido perdoar, desculpar ocasionalmente, devido aos entraves diários, dificuldades do dia a dia, que fazem de nós, interessados em lucrar mais, desconfiando uns dos outros a ponto de dirigir ofensas diretas e imperdoáveis para os que se iniciaram como eu, no conhecimento do espiritismo, das suas regras básicas de fraternidade evolutiva, usufruindo diretamente dos seus benefícios imediatos.
Tenho sido assistido por irmãos em Cristo e uma legião de espíritos que me guiam como nunca antes fui guiado. Hoje posso contar com uma orientação muito grande, absoluta, que exige, porém, minha recíproca e que testa minha evolução a cada instante.
Nosso irmão Drumond, avisou-me sobre isto e no dia em que nos agraciou com sua visita na companhia do meu amigo Gentil, inesquecível para mim, por ter sido quem me encontrou neste mundo e que de pronto me atendeu, criando as primeiras condições para que pudéssemos vivenciar o que hoje, agraciados, vivenciamos.
Antes de conhecer meus novos amigos, representados por estes dois personagens genuínos,  já tínhamos boa noção e alguma leitura do espiritismo de Kardec, no entanto, ficávamos eu e minha mulher, muito a deriva, sem uma organização básica, que temos tentado agora, fazer acontecer.  Nossas tentativas em manter a reuniões das quintas feiras têm sido perturbadas por fatores externos, que precisamos, cada vez mais, remanejar para não decepcionar os espíritos que já nos procuram na esperança do encontro da luz, saída da penumbra e, encontro do entendimento a respeito das suas condições. Isto temos feito de acordo com as possibilidades e cada vez mais cientes de que nosso trabalho precisa do compromisso, pois o modo de passagem para o outro lado de nossos irmãos, em geral, têm sido desastroso, necessitando de todos os que forem agraciados, em vida terrena, com algum conhecimento, disposição para orientar espíritos necessitados, tendo em vista principalmente que somos muito poucos os – orientadores, considerando a legião de 7 bilhões de seres humanos que hoje povoam a terra.  
Minha mulher é bem mais calma do que eu sobre as relações diárias, as mesmas que nos expõem a situações de incompreensão, que relatei inicialmente. Ela tem sido uma guardiã para mim, chamando minha atenção e mostrando sempre, a realidade das minhas ações mal feitas e sobre isto quero agradecê-la e, muito. 

terça-feira, 11 de outubro de 2011

China

Fui criado sob a intrigante ameaça americana, que dominou o mundo durante o Séc XX. Venceram o comunismo, venceram a corrida espacial do período, venceram todos os confrontos no oriente e agora, que não é mais o Séc. XX, estão diante de uma nova ameaça,... A China, onde a palavra lealdade tem significado diferente - baseada numa cultura desconhecida, onde a mão de obra não agrega valor humano significativo,... que não trabalha preocupada com valores sociais,... trabalha apenas com valores capitais e, com isto, fornece ao ocidente produtos descartáveis em tudo, descontado inclusive, toda seguridade social tão valorizada por nós todos, que procuramos enxergar o ser humano, também pela ótica de suas conquistas.
Com isto exposto, vejo-me saindo da ameaça americana e entrando, como quem desce descontrolado por uma corredeira, destas de menino, escorregando a bunda, geralmente pelada, - rio abaixo numa ameaça nova, regida por mandarins, que ampliam seus horizontes não mais com armas de fogo, mas com armas infinitamente mais poderosas, que criam rapidamente soldados aliados, dentro do exército inimigo, com verdadeiros presentes na forma de descontos em produtos duvidosos, que aos poucos têm somado qualidades agregadas, oportunas e significativas, mantendo o ocidente surpreso, diante do fenômeno misterioso - chamado China capitalista, ou qualquer outro nome que se queira dar a esse continente que vem tentando inclusive - cirurgicamente, abrir os olhos de suas modelos e outras mais, que seriam beldades nacionais, por la, pois no ocidente, continuam sem valor devido a baixa sensualidade que nos conseguem passar.

segunda-feira, 10 de outubro de 2011

A Mutuca



Meu coração sentiu bastante a despedida da moto e ninguém entendeu porque. Por que senti tanto a separação, o momento em que a vi partindo? Afinal, era só uma moto, bem paga pelo comprador... que sequer discutiu o preço, parecendo saber que eu não desejava entregá-la. 
De fato, a moto em si, era realmente muito conservada, uma raridade, mas a minha tristeza, foi a lógica do meu futuro, com as vistas já nem tão rápidas,... espertas o suficiente para evitar acidentes. Estou cansado, não tanto para dirigir um carro, mas cansado para pilotar uma moto, com seu delicioso vento cortante durante as acelerações. Cansado para agir com rapidez exigida por uma moto no trânsito nem sempre educado das cidades e, que não pode ser confundido com o quadro quase sempre bucólico da nossa rua. Assim, minha desistência tem um gosto amargo de última vez, uma vez que o bom senso há de prevalecer e outra moto,  já não tem lugar na minha vida, uma vida em em debate, tentando superar um cansaço que insiste em aparecer de modo atoa, sem mais essa e nem aquela. Diria que nunca estive preparado, diria que perceber o risco, submeter ao bom senso a minha condição, nunca esteve nos meus planos. Imagine! Não poder mais pilotar uma moto de modo que considere seguro. Imagine! Estou impedido por mim mesmo e nunca mais poderei pilotar. Nos últimos tempos tenho sido obrigado a rever outras coisas e a coisa da moto, foi mais uma, entre outras coisas em questão com a visualização do último trecho dessa estrada. Tenho tentado arrumar as coisas, como se fosse possível, deixar "organizado" o meu fim, o término da jornada. 
Mutuca foi o seguinte: A velha, avó do rapaz (aconteceu em Minas Gerais) disse para os policiais que foram buscar o rapaz. ___Se vieram buscar meu neto, perderam a viagem. Ele fumo uma tar de iconha, munto na mutuca e saiu por ai. 
 

sexta-feira, 7 de outubro de 2011

Steve Jobs




Pensar que estas mudanças frenéticas em aparelhos celulares são insubstituíveis é realmente o fim da picada. Invenção mesmo foi o celular e mais, (lembram! O aparelho de telefonar) apostar nos custos da sua implantação. Pelo que sei, o plano de pesquisa dos japoneses é que define este futuro estapafúrdio, criando lixo eletrônico na mesma velocidade que cria sim, algum avanço tecnológico. Algum avanço cria sim, pois concentra pesquisa em matéria especialmente voltada ao lucro imediato. Quanto ao computador, creiam; Foi o usuário quem o desenvolveu, criou meios para toda esta manipulação. A verdadeira inteligência é a nossa e não a deles, regada a dólares.
O homem é assim mesmo. Vai avançando desmedido como sempre atrás do vil metal sem olhar o que atinge ou deixa de atingir e assim, trabalha estúpido contra si mesmo, esculpindo os cataclismos, que me parece preencher os olhos dos que observam os recentes resultados do ocorrido, por exemplo, no próprio Japão.
Faltam heróis neste mundo de faz de conta. Precisamos contabilizar resultados e eles não existem. Nada do que se promete acontece e quando acontece, o preço é para poucos, que por sua vez irão terminar exatamente como os outros e às vezes, pior, pois padecem mais, sobrevivem mais, se desencantam mais. Saibam os que jamais acreditarão no que vou dizer: Vida boa é a vida simples, fazer feijão, temperar feijão,... trabalhar pra comprar feijão e ...comer feijão, pescar numa tarde, exercitar a calmaria, caminhar, digerir sem correr e encontrar... mandioca macia, comprar um pouco e cozinhar,... sentar na cozinha pra conversar, falar bobagem, bocejar, rir um pouco, ver TV e dormitar. Não existe vida boa, só boa! Não existe vida pra se viver em apenas 1 / 2 horas por dia. Vida é pra ser vivida, com coragem, independente de chefes, chefetes e chefiados. Acreditem!!!! Comer a moça, mas não, babar a moça e, tudo a seu tempo, sua hora. Paro por aqui pois quem desconhece a vida, continuará na sombra e não sou eu quem vai conseguir ajeitar. 

domingo, 2 de outubro de 2011

Momentos




Momentos, curvas da vida, são acontecimentos marcantes que precisam ser identificados porque a partir de um desses acontecimentos, muita coisa pode ser consagrada e resolvida, bem resolvida ou, mal resolvida. Isto depende sempre dos caminhos percorridos para se chegar ao ponto do acontecimento. Evidente que se as escolhas a serem feitas puderem ser boas, muito boas ou ótimas, é de se calcular  um bom desfecho, mas ao contrário, escolher entre o menos pior e necessariamente é previsível e, não é nada fácil. 
Há momentos na vida em que escolhas simplesmente caem no colo e precisam ser feitas, tal como uma proposta de trabalho, nem sempre, aparentemente compatível com as aspirações, ou proposta de mudança de lugar, de país,... de planeta não digo, mas é como se sente às vezes, a criatura exposta a estas questões. 
Mudar, aceitar novas condições, nem sempre é fácil, mas pode definir de um modo automático, certos entraves de uma personalidade paralisada em idéias pré concebidas e que, não sairia do lugar se não fosse por um tranco do destino.  

sexta-feira, 30 de setembro de 2011

A grande curva da vida se dá num determinado momento. Que momento é esse? O que é esse momento? Pra que serve esse momento? Esse momento existe mesmo ou é invenção?
Todas estas perguntas serão respondidas uma outra hora, porque agora, neste momento o almoço ficou pronto... é moqueca e eu, depois do almoço durmo um pouco, às vezes duas ou  três horas.

segunda-feira, 26 de setembro de 2011

Rock no Rio

Foi assim: A dona, vestida muito exatamente como o tio Sam (só faltou a cartola), acabou tendo com um coitado da plateia imbecilizada que conseguiu subir ao palco e lá, levou uma cotovelada da tal dona,... Depois, piedosamente pode beija-la e dizer o nome do lugar de onde veio. Sorocaba! Repetiu ela em triunfo e a plateia muito doida gozou. Gozou com a Sorocaba na boca, graças a um de seu membros, mais ousado, de sorte incalculável - escapado de levar umas porradas, que conseguiu subir ao palco.
Sorocaba é lugar de gente trabalhadora, interior de São Paulo (acho eu) e cria seus filhos com intensão de tê-los felizes, aproveitando a vida e, ai mora o problema: Aproveitar a vida não é pisar na jaca, não é ser usuário moderado de drogas, muito menos, drogado completo. Aproveitar, na visão de pais trabalhadores, é outra coisa. Não é ser imbecilizado por uma musiquinha prostituta qualquer misturada às coxas como elemento de ligação entre berros e sexo barato. Música boa, entra pelos ouvidos mas sai, dá espaço aos afazeres necessários para se manter a vida - ganhar a vida.
Falando assim que é a real, sou obrigado a confessar que já fui um bundão desses que perdia tempo, saúde, moral e dinheiro; atrás de Rock, badalação inútil, acreditando mesmo que a vida fosse feita de pinga e Whisky, ou ao contrário, dependendo do caixa.  

domingo, 25 de setembro de 2011

Festas / Festins / Arruaças

Não consigo enxergar alegria nestas festas onde o álcool, esse desconhecido e a droga, idem,  dominam a insatisfação de seres que ainda não são humanos, pela carga de egoísmo e que, quiçá, um dia venham a ser. Humano, no melhor sentido da palavra, cada vez menos haverá no futuro dominado pelo egoísmo imposto da droga - enfraquecedora dos neurônios e sendo a conseqüência, fraqueza dominante. Festas - festins combinados para fumar, cheirar e beber, não levam em conta a questão incomodar, pois que se sentem muito incomodados seus protagonistas por precisarem da droga, essa terapia às avessas que os fazem "entender" a própria paciência com quem incomodam. Não fazem seus festins em lugares desertos, pois precisam mostrar aos pacatos, caretas, acomodados, que trabalham e suportam tudo,... A revolta dos tabletes, absolutamente sem causa.

terça-feira, 20 de setembro de 2011

Apito do navio

Navios sempre me dão calafrios, às vezes nem tanto, mas de vez em quando dão e a razão maior é o imaginário, seu alcance, a distância, o poder de conduzir pelo mar a dentro os sentimentos enclausurados,... Pelo que penso a respeito de seus marinheiros, trabalhando, conduzindo a carga, abandonando seus sentimentos em algum porto, pois entendo que sentimentos não podem ficar sempre navegando, perdidos em águas tão infinitas, grandes o suficiente para absorver, fazer sumir sentimentos, sentidos e até mesmo o razoável, a lógica de quem por tanto, se aventure. Não sei se é assim, mas tenho a nítida impressão de que é assim.

segunda-feira, 19 de setembro de 2011

Ministro?!?

O lugar de um ministro não deveria ser um lugar, cargo desejado por ninguém, mas é e, como se sabe, muito desejado. Sendo eu um cidadão comum, sem prestígio nenhum de cargos importantes, me dou o direito hoje, de viver em paz, preocupado apenas com as coisas de um cidadão comum. Vivo esta experiência com a consciência de que nada é mais importante do que ser honesto, pronto para deixar a vida quando esta se extinguir naturalmente. Por isto mesmo é que penso ser coisa complicada, um cargo de ministro - um velho homem, ou velha mulher, tendo que decidir se rouba ou se não rouba.  Que coisa feia! Uma velha, ou um velho roubando, quando devia estar cuidando da alma, pedindo perdão a Deus - para os que acreditam em Deus. Para os outros, que acreditam em outra coisa, deviam estar pedindo alguma coisa relacionada a perdão também, menos roubando dinheiro de impostos exorbitantes que deveria ser empregado em meios de se melhorar a vida das pessoas. O argumento absurdo de que os seus precisam do fruto de uma roubalheira,  diria que pouco resolve o fruto do roubo, piorando, ao invés de melhorar, àquele netinho mal criado, de mau caráter já praticamente definido e que apenas será - aperfeiçoado por uma família que - durante um jantar troca olhares cúmplices - de roubo acobertado, nojento e sem sabor, como o alimento depositado sobre a mesa vulgar, sem amor, sem sabor, sem calor, sem... família - mais quadrilha, inodora, pronta para ser desbaratada.  Esta é a dura realidade da opção pelo roubo, que fará o resto dos seus, cúmplices, ao invés de pessoas boas, de fé em Deus, pois não se pode pedir a Deus, que ajude a roubar. Pedir até que pode, mas o resultado. O resultado é sempre o mesmo. Tais famílias, - quadrilhas, irão se dissolver e pagar tostão por tostão, todos os crimes, mortes causadas aos mais desfavorecidos. Pois é, ministro, rouba dinheiro que deveria ser aplicado em favor dos desfavorecidos. É pra isto que é posto la, como ministro e, por isto eu penso que neste lugar,... lugar, cargo de ministro, não é um lugar bom de se estar. Seria uma missão, ao invés de esnobe posição, como é visto pela imbecilidade vigente. Não estou me excluindo, de modo algum, que fui bem criado e mal exemplificado... pela vida.

Sincero demais pra não publicar


Pela vida a gente vai reparando certas coisas e um dia, certas coisas servem: Um exemplo era um vizinho cearense com quem convivi por muitos anos. O cara dava nó em pingo d'água e conseguia re-enganar continuamente suas vítimas. Andava com 5/6 canetas de cores diferentes no bolso da camisa e não sabia nem desenhar uma assinatura. Contas, fazia na cabeça... de dar inveja a um matemático. Ele era "construtor" como se intitulava e nós morávamos um tanto próximos do posto da polícia rodoviária. Com os policiais ele mantinha ótimas relações e eu, por um descuido dele, acabei descobrindo que sua carteira de motorista era de um cara parecido com ele. Cimento ela volta e meia, deixava meia dúzia de sacos rapidamente na varanda de sua casa e sumia (tinha uma camionete). A conclusão que eu cheguei depois de um bom tempo, era de que tudo nele era falso, mas seu jeito "maneiroso", piegas com os necessitados, ou negociador quando ameaçado, sempre surtia efeito junto a população, objeto de suas atividades. Diria mesmo, que o tal sujeito, sempre disposto a fazer promessas, tinha... digamos que 80% de aprovação da população local. 
Quando o nosso ptresidente entrou no governo, não pude deixar de compará-lo ao outro jeitoso... meu ex vizinho. 

sábado, 17 de setembro de 2011

Mercado Livre

Minhas caixas desbobinadoras de fios agora podem ser compradas no Mercado Livre. Isto vem na realidade descomplicar minhas vendas, que ora são realizadas de um modo meio antigo: "Antes da Internet".
Abraço a todos os que nos prestigiam com as "Desbobinadoras Afedim"
Link para o Mercado Livre:  http://lista.mercadolivre.com.br/fios-eletricos

quinta-feira, 15 de setembro de 2011

Um Velho a mais

Dia desses passado, fiz um "faxina " no meu Blog retirando comentários políticos, mas os fatos se sobrepõe. Tirou-se um ministro que foi pego com as calças na mão, - que pagava a empregada da casa dele com salário que era desembolsado pelo governo para pagar a empregada, mas que deveria trabalhar la no gabinete do ministro ou adjacências,... Mas nem tanto. O velho ministro apareceu nas fotos de jornais - na maioria das fotos, sorrindo, mostrando os dentes e daí, fiquei imaginando: Quanto esse sujeito teria armado pela vida a fora, antes de ser literalmente pego?  Outra pergunta: Seria ele melhor do que um assassino ao depenar o erário por estar lá em confiança?
No lugar onde se guarda meios de se enviar recursos para os lugares certos, mas que seguem para lugares errados, mediante propinas e maracutaias, dando penadas trêmulas de caneta viciada. Lugar em que se destinam verbas para bolsos corruptos e com certeza deixando a ver navios, crianças nas escolas mal tratadas, pessoas nas portas de hospitais, etc;... A meu ver, o sujeito desse lugar, quando faz isso é um criminoso hediondo, a meu ver, seu arsenal de balas, é a sua posição de...ministro.
O tal sujeito, - deu hoje no jornal, foi substituído por outro, com cara também sorridente bem parecida com a do outro (velhos se parecem) e a notícia o apresenta como um filiado?!? do Sarney, que é o presidente vitalício do congresso,... O tal que tem uma fazenda chamada Maranhão.

terça-feira, 13 de setembro de 2011

Mais um "Velho"

Relendo minha postagem sobre "Velho", percebi que o velho em questão, no caso eu mesmo, em nada é melhor do que seus "críticos" e por essa razão, adiciono outra postagem que absolutamente não tem a intensão de justificar nada, apenas, esclarecer que o velho de hoje foi o jovem de ontem, absorvido pelos seus próprios problemas, reagindo mal muitas e muitas vezes e que continua reagindo hoje, nem sempre tão bem, como seria de se esperar. A diferença é que o tempo desgasta a vaidade, grande vilão na vida do ser humano, que por sinal é construído com a pior carne do reino animal. O peido mais mal cheiroso é o peido guardado, o que não pôde ser soltado.
Escrever sobre as mazelas humanas, renderia páginas demais e não é o caso, sendo essa abordagem interessada apenas em esclarecer algumas poucas vantagens na vida do velho, cuja distância, que o separa do fim, é sempre "mirada" numa espécie de binóculo imaginário, que supostamente mostre os perigos, tais como piripaques muito previsíveis e indesejáveis. Mais jovens enxergam os velhos... Como velhos, cacos inúteis sem vigor, sem sonhos, chatos medrosos e hilários, que gostam de capitanear vidas dos outros, etc. Muitos são mesmo assim, conforme tenho assistido por ai. No meu caso, se a opinião não for pedida e entendida por mim mesmo como sincera,... Vai morrer, tendo em vista que eu já não me presto mais a falar, insistir sobre coisas que saiba ou, que imagine saber. Faz tempo isso:  - Bebendo numa birosca avisei um sujeito "que a intuição me disse" para não seguir por uma determinada viela do local, pois lá por dentro, ele especialmente, iria encontrar o próprio fim. Avisei em tom de brincadeira para preservar a minha própria vida, mas não adiantou e o sujeito se foi. Isto aconteceu, da intuição, porque ouvira falar em outra ocasião sobre o desafeto iminente. Contando esta história, deixo claro que a coisa de bisbilhotar, emitir opinião, dar conselho, não faz parte da minha ciranda e, que ao recomendar ao sujeito que não fosse pelo tal caminho, abusei da minha própria sorte, pois no mundo real, das pessoas que não se sabe nunca quem são, reagem de acordo com as circunstâncias. Portanto, ser cagüetado aleatoriamente é muito fácil e indiferente. Vivi um tempo neste lugar, porque trabalhava numa fábrica do local e por la, também tomava meus tragos depois do expediente.
Acredito hoje, que a grande conquista do homem é a fraternidade, dentro do significado espírita. Mais uma vez, não estou para convencer ninguém a nada e, apenas que eu enxergo a vida atualmente pela ótica da fraternidade, pedindo sempre para mim e por todos,... Fraternidade para todos os seres da hipótese Gaia.

segunda-feira, 12 de setembro de 2011

Velho

Velho é objeto de olhares implacáveis por parte dos mais jovens e até mesmo desmoralizado por eles em caso de um desentendimento, como o que me aconteceu, quando um sujeitinho tenebroso quase me bateu, ou pensou que pudesse fazê-lo, sem nem ao menos considerar que eu, um velho, pudesse reagir baseado na inteligência, com algum golpe mais espetacular e, capaz de por a lona, justamente àquele que se julgava invencível para a contenda. Um velho não é considerado para nada. Não tem força física, não tem resistência, vive apreensivo com tudo e parece sempre frágil demais, necessitando cuidados para não ser derrubado. Se venceu na vida, é vencido do mesmo jeito e se não venceu,... vale sempre alguma coisa de modo geral, pela aposentadoria e bens que mantenha em seu próprio nome.  Velho, de fato, vive meio que dia por dia, usando o dia para extrair dele mais um sabor, um olhar, uma história qualquer. Velho mal consegue disfarçar a desconfiança que tem de si mesmo, mas detém certos valores. Valores na qualidade da sua própria ironia, que não deixa de mostrar aos que se julgam imunes ao tempo. Percebem o quanto correram de um lado para o outro inutilmente, o quanto perderam bebendo errado com pessoas erradas, o quanto gastaram viajando para nada, para agradar a quem jamais pensou em retribuir coisa alguma, ou sentiram paixão por alguém, investindo sentimento nisto, sem nada como resultado e de custo absurdo, se considerarmos o tempo como fator de verdadeira importância. Por perceber tudo com muito mais clareza nos dias de velhice, fica, apesar do cansaço, um sabor que funciona como troco obrigatório, para ser dado aos que mostram... Olhares implacáveis.  

quarta-feira, 7 de setembro de 2011

Praia dos Padres

Hoje resolvi conhecer a Praia dos Padres e fui movido por uma curiosidade maior, pois fiquei sabendo de uma história de que a praia teria sido, no passado, assombrada por espíritos, que apareciam para os frequentadores,... Pescadores e habitantes locais. A solução encontrada, foi pedir a presença de padres para "desassombrar" o local. O lugar é muito bonito e calmo, mas o que reparei mesmo foi a dificuldade de acesso a praia, interrompida várias vezes por cercas e propriedades estranhamente erguidas nos caminhos.

segunda-feira, 5 de setembro de 2011

Saí e não vou demorar

Saí e não demoro, pois fui buscar uma coisa urgente - A vida. Quando a gata perdeu seus filhotes -3 natimortos,  fiquei reparando seus trejeitos em função do quadro. Pouco tempo depois, cuidei de enterrar os filhotes e a gata, tratava de restabelecer-se e, parecia ter pressa, misturando uma espécie de tristeza, olhando de vez em quando o "ninho improvisado" e também miando pedindo a sua tradicional ração, pois sua força de felino, precisava voltar o mais rápido possível, para defender-se.
Os exemplos reais para nós humanos estão sem dúvida na natureza. É preciso rearmar a vida e continuar lutando sem trégua para... viver a vida, seu desdobramento.

quarta-feira, 31 de agosto de 2011

Beniamino Gigli




http://www.zocial.tv/today/Music/24893556/beniamino-gigli-sings-tosca
http://www.youtube.com/watch?v=xp_OGri_gnU
http://www.youtube.com/watch?v=_en8e1TMcow&NR=1

Meu pai foi um admirador amante do Gigli e nessa noite, a noite dessa postagem, ele está aqui em casa. Reclamou com a minha mulher, no sonho dela, enquanto eu ouvia seus vídeos, querendo saber porque as pessoas abrem as portas dos carros para ouvirem coisas que chamam de música. Radical né?

terça-feira, 30 de agosto de 2011




http://mais.uol.com.br/view/xgzhj84w45eg/musica-gregajose-felicianozorbao-grego-04023360D4994326?types=A&
Hoje recebi um Link da trilha sonora do filme Zorba o Grego e não posso deixar de prestar minha homenagem ao filme mais importante da minha vida, pois foi a abertura da minha cabeça num momento especial, em que comentários pouco podem explicar. Foram momentos vividos e insubstituíveis. Só isto.

Bixim bunitim

Gostei tanto que comprei o danado, mas teve um problema. Tive que comprar um monte porque veio da China. Veio porque eu quis comprar da China e agora posso contar que comprei diretamente da China. O bixim é danadim e voa mesmo com contrôle remoto e tudo. Bauuuuuuum.
Quem quiser é 70 mirreis + correio.

ARTE


Um dia tudo irá se acabar, de mim só uma lembrança aqui e ali. Assim vivo dias incertos, nem sempre de bom proveito. As razões para não beber e dirigir são muitas, devido à melindrosa vida, sua sustentação para hospedar o mecanismo da evolução,  ver e sentir a soma de viver. Meus olhos que num piscar alcançam o universo, são mentores da minha  imaginação, com eles dou essência à arte, permito-a viver em mim. Toda sobrevivência e sustentação são pela arte e por isso ela é  eterna desafiante e não se banaliza. Ao contrario, revela a alma de quem a realizou e cria seu status na medida em que se expõe.  Dá resposta ao anseio humano e sintetiza o tempo como a lava perpétua do vulcão extinto. A destruição da arte soterra o tempo, a lacuna,  a estação. Arte revela os olhos de quem a vê e os olhos são o espelho da alma. Essa dualidade dá em tempo real o prisma com que se enxerga a obra, a nuance, ou viver outro mundo, onde sangra a vida fundida ao banalizado, do produzido em série para acudir a ansiedade de homens cegos. Um portal separa uns dos outros. Arte no entanto é responsável pela criação, inclusive das matrizes produtoras no mundo, que também existem justamente  através dela. 

domingo, 28 de agosto de 2011

Quem souber... me explique!

Boa Noite, Alfredo

Deve ter sacado, mas meu blog é estritamente comercial,
ganho dinheiro com ele, vivo do trabalho na WEB, sobrevivo
com esse rendimento.

Não dá para comparar com o seu, que é, se me permite,
você do avesso.

Gostei do que li, mas longe estou de passar qualquer
orientação.

sábado, 27 de agosto de 2011

Secaram os Ovos





Senhor Sing recebera a notícia com muita frustração. Secariam seus ovos para que não produzissem mais hormônios e assim a próstata, secaria também.
Embora sua idade avançada, não tinha ainda perdido a esperança de uma noite com ela, que nem sabia quem era, mas que seria completamente extasiante, a ser feito com uma carne dura, vibrante e mais, que poria dentro dela, uma verga de dar inveja a uma alavanca, mantendo-a quase espetada com a ponta forte, ereta, estocando em movimentos pulsantes, além do ir e vir de um coito normal, se é que existe... coito normal. Senhor Sing não teria mais esta viagem pela caverna estreita em que seu membro roçaria com força passagens quase virgens, que pouco haviam sentido, até então, tão volumoso e saudável pinto.
Não pulsaria mais como desejava, nem pulsaria mais e tudo se transformava em sonho impossível tão rapidamente quanto pequeno era o  quadro em que acabara de assinar a autorização formal para a constrangedora micro cirurgia

quinta-feira, 25 de agosto de 2011

Do Encontro

Nem tudo nesta vida é... Formosura e satisfação. Entrei no Blog da minha nova e já querida amiga, (baseado numa intuição profunda) encontrando lá, uma despedida com honras dignas de um chefe de Estado, mas não de um estado qualquer,... Encontrei um Estado de alma, de Alma Lavada e, que se tenha uma certeza: Raízes continuarão seus avanços.

quinta-feira, 18 de agosto de 2011

Quem viver verá

Há vinte anos atrás o câncer era um doença bem mais para incurável do que hoje em dia, apesar de todo esforço da medicina. Todo esse tempo sob a promessa de uma sobrevida, "vinte anos", quando na época o cálculo de tal sobrevida era de dez anos, faz de mim um caso raro e tendo em vista que estou bem, de bem com a vida, acabo de lançar um outro desafio: Viver mais vinte, usando os novos recursos existentes caso sejam necessários. Preencho o meu Blog com alusões seguidas ao câncer, porque é sério e pode ser evitado o alastramento da doença, com visitas periódicas ao médico da preferência de cada um. O pior procedimento é o de deixar o barco à deriva. Tenho dito que a vida se torna absolutamente muito mais interessante diante da perspectiva da morte e quem cuida da vida, tem razão. A vida merece ser cuidada sim pois existem prazeres que são descobertos,... que aparecem com o tempo e entre eles, o prazer de estar aqui, escrevendo, alertando o pessoal do deixa pra la, certo de que esse pessoal não irá ler meu Blog, mas... o prazer está justamente ai, na confecção de um artigo para meu prazer de escrever e, se por acaso alguém se cuidar melhor por causa dele, o artigo, estarei sem saber ao certo, mas feliz. Feliz por mim, pelo meu desejo, pela minha lapidação que só está sendo possível, graças a minha... sobrevida.

terça-feira, 16 de agosto de 2011

Réquiem para o inimigo... O cigarro amigo.


No meio da madrugada, acordo de repente e anuncio à noite e ao seu silêncio:   __Parei de fumar!   Não fosse o gorjeio longo de um pássaro noturno naquele quase exato momento, a exclamação teria sido desprezada, ouvida sem crédito,  apenas pela minha mulher, acostumada a bravatas sem horários, mas de um  anúncio que deu-me  pânico, pois o alarme não era falso. Não era falso  por conhecer... eu mesmo, a mim. Havia disparado uma verdade e iria acontecer de qualquer maneira. São verdades vulcânicas, vindas de dentro que acontecem e, apenas usam nossa língua para expeli-las. E agora? Pensei. Como fazer sem fumar. Preciso dar elementos à verdade escapulida. Contido um pouco o pânico, tratei de pensar em como elaborar um plano de emergência e foi pensando assim:

1-      Não jogar fora pelos próximos dias o cesto de lixo com maços amassados.  
2-      Vou economizar 400 reais  mês  sem falhar nem um dia de gasto.
3-      Vou me livrar da preocupação de não faltar cigarros em casa.
4-      “Hoje 3 dias sem fumar”.  Respiro melhor, ...desimpedido , sinto o ar em movimento.
5-      Comecei a sentir cheiro das coisas outra vez.
6-      Parei de procurar o maço de cigarros a todo instante.
7-      Sinto auto estima melhorando. Valorizo-me olhando no espelho.
8-      Escrevendo aqui, pego força para não relaxar.
9-      Mantendo controle emocional – Importante manter a calma.
10-   Andar nas calçadas sem os olhares amaldiçoantes dos ex-fumantes
11-   Dirigir o carro sem ter que esconder a mão com cigarro.
12-   A mesa do computador, agora com uma banana e um copo d’água, invés de cinzeiro.
13-   Livre do  eterno cigarro aceso na banca da minha oficina de marceneiro.
14-   Livre do cigarro mais importante do que qualquer outra coisa.
15-   Adeus... Fumaça ardida, fedorenta, impregnante. Adeus amigo!  

Não faço o tipo arrependido e seria ingrato ao afirmar que cigarro só me fez mal. Mal fez e faz, mas foi companheiro da minha solidão, da minha descompressão - quarentena para ser posto no mundo dos espertos, dos amigos inseparáveis do próprio umbigo.  Se a vida tem um preço,  trato de pagá-lo do jeito que consigo.  Inclusive acho mesmo importante para os que decidirem parar de fumar, não agredir, insultar o cigarro, sob pena de perder o fio da meada e até mesmo, precisar  voltar a fumar, por não conseguir uma extensão suficiente para declarar a separação definitiva.

quarta-feira, 10 de agosto de 2011

Mudança de Hábitos


Economistas fazem o seu papel ao dissertarem sobre a crise atual. Tratam isoladamente a economia como convém e apostam no emergir de países que experimentam a super industrialização, onde resultados não condizem mais com a realidade do planeta. Carros e geladeiras precisam de um lugar na sociedade humana, precisam voltar um tanto... A um canto e, dar lugar a reconstrução de lares mais sensíveis, aproveitando o que já se sabe. Precisamos de um regime para emagrecer toda essa sociedade humana, em todos os sentidos, diminuir os sonhos de consumo a todo custo. O excesso de ofertas cria fila de produtos que se transformam em bugigangas com a mesma velocidade. “Quem nunca comeu melado se lambuza”  transforma-se numa realidade praticada a céu aberto, por uma chamada classe média que não é média e nunca será, pois esta supõe também um estado cultural na sua concepção e não apenas o poder – através dos famigerados cartões de crédito.  Delfim Neto já dizia que era fácil produzir opinião em cima da liquidez, numa época em que liquidez morava do outro lado do oceano, salvo os EUA.  Hoje a inversão está justamente mostrando uma visão intuitiva desses povos, preocupados em preservar o que eles mesmos trataram de destruir em nome de um consumo exacerbado. Vingança por isto é incabível, mas é a prática em andamento.  

segunda-feira, 8 de agosto de 2011

Ariovaldo


Aline parabenizo-a duplamente, por sua materia e,mais ainda por sua beleza. Se depender de mim voce , voce serar miss das MISS, parabens a raça negra se enche de orgulho de voce , amulher brasileira mais ainda ,SAUDE.

Os elogios rasgados foram do Ariovaldo, que duvido, tenha lido o texto da Blogueira Aline e nem foi por mal. Ariovaldo caiu pela Aline, que permeia agora, seus pensamentos em todo lugar e mais ainda, depois que toma umas. Pensa que poderia botar uma casa pra ela,  por ali mesmo, até mais perto da casa dele, onde mora com a patroa e o filho dela, rapaz de muitos problemas. Num salto quântico, estaria nos braços de quem agora ama... ainda virtual, mas que em breve, será real e, tudo em vista de ter sido arrojado o bastante na seguridade de um computador de Lan House, ainda que com ajuda de uma mocinha – bonitinha, mas relegada agora a um segundo plano. Se julga agora outro homem, que pensa com outra cabeça e que nunca mais, será um sem vergonha dominado por ela, a outra cabeça, a de baixo. Pensa com uma nova perspectiva, de certa intelectualidade e, que a parada já está resolvida, pois Aline não resistirá a sua declaração de amor on-line e olha, que Ariovaldo não é o que se possa chamar de bobo, pois onde é despachante, na auto escola, trata mesmo com severidade seu dia a dia. Par excelente na dança de salão ele é mesmo e pensa,... pensa nela rodando em seus braços numa noite de sexta feira, longe dos problemas, arrastando sua dama em dia mais ousado, sem hora, vendo depois, o  alvorecer na praia, seguir com os olhos um navio ao longe. Longe da severidade da patroa, da explicação de enxerto, inspirada pelo divino, que irá socorrê-lo sem dúvida, pois a profundidade de seus sentimentos, vistos por sua ótica, são inquestionáveis.
Por ele, mantém a duas, uma em cada casa, ainda mais se vier àquela graninha extra, em juízo, presa no INPS.  No boteco do estaleiro, vai contar aos amigos, de que modo fez com ela, certo de que eles, o irão compreender, participar e até mesmo, poderão vê-la de repente em alguma ocasião. Só não poderão pegá-la, chegar demais. Isto ele pretende deixar avisado. Neste dia, não poderá esquecer-se de mandar lavar seu carrinho, deixá-lo cheiroso e muito menos sem os CDs, do Leonardo e  do Amaro Batista.
Ariovaldo, seguro em sua fé, vive o momento, investe em seus prazeres assumindo verdades extraídas de um estado cultural de características tropicais, calientes, coloridas e nem por isto, menos perigosas.

domingo, 7 de agosto de 2011

DEUS ME DEU

Deus me deu e quero mais! Deu-me a oportunidade de estar aqui hoje, ouvindo a MEC FM, postando no Blog da minha filha, enquanto a outra, faz anos exatamente agora, nesse 7 de agosto, para quem enviei um email carinhoso. Estamos todos aqui Senhor Deus e peço mais; peço poder continuar aqui, nesse canto do universo, olhando, ouvindo as queixas, as dores e as alegrias dessas meninas que me são tão queridas. Em contra partida, prometo que serei mais humano, mais tolerante, mais justo e tentarei entender melhor o que é estar em comunhão com o Senhor e com os Homens, praticando mais o que me foi dado a entender e, por assim entender, mantenha-nos afastados, como já o tem feito,... do mau, do adverso e das grandes dores. Por tudo que já recebi, declaro-Te, um amor eterno, um respeito eterno e nas suas mãos confio não só a minha vida, mas a de todos que eu possa alcançar e, não mais, pois a árdua tarefa da retificação da humanidade é de um peso próprio, diferente do que posso entender e suportar. Para mim, bastam os humilhados e os necessitados e sei que apenas o Senhor, tem a exata medida do que Te peço... em prece.

sábado, 6 de agosto de 2011

Meu + um Invento

Inventei um negócio meio estranho, mas útil - dessas utilidades ocasionais, que muitos poderiam não usar durante uma vida inteira e outros, nem tanto. Inventei porque vi um sujeito todo atrapalhado querendo prosseguir sua tarefa e coçando a cabeça, olhando para um rolo de fio no chão que acabara de se embaraçar. Inventei é modo de dizer, pois que neste mundo tudo já está inventado, mas,... costumo pensar que o que não vi ainda, se passar pela minha cabeça, tomo como invento meu apenas por um prazer, sem absolutamente desmerecer o seu verdadeiro criador. O tal "invento", mantém o rolo de fio sob controle dentro de uma caixa e na medida em que se puxa a ponta aparente do fio ele vai se desenrolando sem, que de repente se veja pelo chão, àquele nó absurdo - "que no momento em que se vê é!" - te dizendo que outro tempo será gasto para desembaraçar o danado. O invento funciona perfeitamente e eu mesmo, que tenho pavor de embaraços, sejam la de que tipo forem, fiquei satisfeito, porque agora tenho uma máquina própria para me evitar, pelo menos, que fios se embaracem. A confecção de um invento, exige de nós um entusiasmo e para tanto, prometi ao sujeito mencionado, o eletricista, uma peça e, de modo gratuito para que... ele pudesse experimentar e me dar até, algum estímulo. A peça ficou pronta e o cara não veio buscar... nem de graça. Mundo ingrato esse dos negócios, onde o imediato, o imediatíssimo, fala mais alto. Nossas vidas são permeadas pelo imponderável e o grande "barato", é justamente a insurgência, para delas tirarmos embriões que se transformem em elementos... ponderáveis.

terça-feira, 2 de agosto de 2011

Roleta Russa

Viver é uma questão de estar vivo. Vivo o dia a dia, sem querer pensar no fim dos dias e eles, os dias do fim de repente se tornam uma realidade, ... sua hipótese, diante da possibilidade de se receber um diagnóstico positivo para uma doença incurável. Lamentar é pouco, tendo em vista o relaxamento, a despreocupação até a data, o momento, que pode ser antecipado por segundos, na testa franzida do médico que ao fazê-lo transfere ao paciente a responsabilidade da dedução. Estarei de novo vivo, vivaz, normal aqui, ou estarei estarrecido e liquidado, sem ânimo para escrever no meu Blog? Será fácil verificar! Se o Blog parar, é devido ao fim, a busca por socorro paliativo. Se o Blog continuar, é devido a animação costumeira, mania de escrever o que penso, o que sinto e que desejo transmitir de alguma forma. Lutar pela vida eu tenho certeza que lutei e fui também, por outro lado, relapso o suficiente para perder o direito de reclamar... por uma questão de escolher viver ignorando os tormentos   de andar me cuidando em médicos e hospitais de um país onde tais coisas são relegadas. Verdades sobre a saúde no Brasil, já não vem ao caso devido a um jogo no cassino de uma roleta russa, que desta vez, não se faz entre rapazes inconsequentes, mas com alguém que descobriu... que viver é bom.