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terça-feira, 30 de agosto de 2011

ARTE


Um dia tudo irá se acabar, de mim só uma lembrança aqui e ali. Assim vivo dias incertos, nem sempre de bom proveito. As razões para não beber e dirigir são muitas, devido à melindrosa vida, sua sustentação para hospedar o mecanismo da evolução,  ver e sentir a soma de viver. Meus olhos que num piscar alcançam o universo, são mentores da minha  imaginação, com eles dou essência à arte, permito-a viver em mim. Toda sobrevivência e sustentação são pela arte e por isso ela é  eterna desafiante e não se banaliza. Ao contrario, revela a alma de quem a realizou e cria seu status na medida em que se expõe.  Dá resposta ao anseio humano e sintetiza o tempo como a lava perpétua do vulcão extinto. A destruição da arte soterra o tempo, a lacuna,  a estação. Arte revela os olhos de quem a vê e os olhos são o espelho da alma. Essa dualidade dá em tempo real o prisma com que se enxerga a obra, a nuance, ou viver outro mundo, onde sangra a vida fundida ao banalizado, do produzido em série para acudir a ansiedade de homens cegos. Um portal separa uns dos outros. Arte no entanto é responsável pela criação, inclusive das matrizes produtoras no mundo, que também existem justamente  através dela. 

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