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quarta-feira, 10 de agosto de 2011

Mudança de Hábitos


Economistas fazem o seu papel ao dissertarem sobre a crise atual. Tratam isoladamente a economia como convém e apostam no emergir de países que experimentam a super industrialização, onde resultados não condizem mais com a realidade do planeta. Carros e geladeiras precisam de um lugar na sociedade humana, precisam voltar um tanto... A um canto e, dar lugar a reconstrução de lares mais sensíveis, aproveitando o que já se sabe. Precisamos de um regime para emagrecer toda essa sociedade humana, em todos os sentidos, diminuir os sonhos de consumo a todo custo. O excesso de ofertas cria fila de produtos que se transformam em bugigangas com a mesma velocidade. “Quem nunca comeu melado se lambuza”  transforma-se numa realidade praticada a céu aberto, por uma chamada classe média que não é média e nunca será, pois esta supõe também um estado cultural na sua concepção e não apenas o poder – através dos famigerados cartões de crédito.  Delfim Neto já dizia que era fácil produzir opinião em cima da liquidez, numa época em que liquidez morava do outro lado do oceano, salvo os EUA.  Hoje a inversão está justamente mostrando uma visão intuitiva desses povos, preocupados em preservar o que eles mesmos trataram de destruir em nome de um consumo exacerbado. Vingança por isto é incabível, mas é a prática em andamento.  

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