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sexta-feira, 28 de outubro de 2011

Banco da Fernanda



Cheguei hoje de viagem e fui logo dando uma olhada no Alma e daí vi que nossa querida Fernanda está contabilizando debêntures, enquanto eu, na tal viagem contei os mortos. Minha viagem foi por lugares onde morei há vinte anos e, onde nunca mais voltei  - de carro, olhando com calma as ruas, casas, pessoas amigas e outras, conhecidas. O coronel Mário Quintana, por exemplo, aposentado da aeronáutica, me fritaria o ovo se visse seu nome exposto num blog, reservado que era... Morreu! Uma vez ele trocou uma camionete nova por outra nova e eu, que conhecia um pouco dos seus hábitos perguntei: Coronel, por que o senhor trocou uma camionete nova por outra? De pronto ele respondeu que os micos leões dourados do seu sítio em Silva Jardim – estado do Rio de Janeiro, não podiam ficar sem as bananas que ele sempre levava. Ele não queria que nenhum enguiço o impedisse de levar as bananas.  Outras pessoas que a curiosidade me fez querer saber do destino acabou em morreu. __ Fulano!? __Morreu! __Beltrano? __Morreu!  Perceber tão claramente o limite da vida, entender que dia a dia se caminha fatalmente para tal limite, ser cliente do banco da Fernanda é muito bom. Preocupado, quero manter meu cadastro em dia. 

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