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sexta-feira, 8 de julho de 2011

Meu Motor


Ele não é um motor comum! Bem; é um motor que era comum até o dia em que resolvi tirá-lo do nosso carrinho e trazê-lo para a minha oficina, que um dia foi de marcenaria. Foi de marcenaria, agora é uma mancha de óleo.
Na foto, ele está pronto para ser recolocado em seu devido lugar e daí, uma limpeza muito grande deverá ser feita na oficina, que ora, é um misto muito interessante de  Motor / Madeiras / Internet e uma satisfação grande, pois houve uma interação humana, uma sacudida no campo das possibilidades, com a confiança em muitos atributos adormecidos e mais: inspiração para deitar letras em meu Blog, compor idéias e... renovar a vida.
Quero agradecer toda atenção que me foi dada pelo Tonella nesta missão de recuperar a máquina, que é uma especialidade desta figura ímpar, com sua paciência em ensinar-me e corrigir-me a todo instante, provando-me  acima de tudo, que o ser humano vale a pena nestes tempos rápidos, dinâmicos e egoístas. Muito obrigado pelo seu apoio inquestionável.

segunda-feira, 4 de julho de 2011

Ouvindo a MEC FM. É madrugada no meu sofá.

Tão distante vão ficando os dias  de glória que me assusta o frio, a solução que me impus com esse capote quebrado e sem botões. Tão distante que me assusta ver a calma do passarinho a catar migalhas com seu frágil caminhar atento em troca da vida que parece medir como presente, a dádiva preciosa, pelo poder de estar e não estar... ao simples toque de asas magníficas, transoceânicas, enquanto aqui, no reduto enferrujando de meus pensamentos mal arrumados, podendo pensar o passarinho, seu status no natural, mas não podendo acompanhá-lo além do olhar, seu alcance.
Meus limites foram aquém, muito aquém dos meus sonhos e até dos meus pesadelos e me parece, agora, que tudo foi uma cilada, ver tanto e poder tão pouco... infinitamente menos que o passarinho, lindo, leve, solto, atento, com poder de voar. Ele é tudo o que não sou e, que pensava ser mais, pois quase rasteiro, de alcance inútil, vulgar pronto apenas para ficar, fazer um nome, ceifar emoções e rir como Inês também sorri, por da cá  àquela palha a mentir, mais pra mim do que ao muro que me enclausura no absinto de escuridão eterna como ameaça aos meus maus modos, úteis aos meus lábios e as pontas dos meus dedos contaminados pelo perigoso convívio de um lugar.. ao sol. Imagine! Que besteira.