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sábado, 6 de agosto de 2011

Meu + um Invento

Inventei um negócio meio estranho, mas útil - dessas utilidades ocasionais, que muitos poderiam não usar durante uma vida inteira e outros, nem tanto. Inventei porque vi um sujeito todo atrapalhado querendo prosseguir sua tarefa e coçando a cabeça, olhando para um rolo de fio no chão que acabara de se embaraçar. Inventei é modo de dizer, pois que neste mundo tudo já está inventado, mas,... costumo pensar que o que não vi ainda, se passar pela minha cabeça, tomo como invento meu apenas por um prazer, sem absolutamente desmerecer o seu verdadeiro criador. O tal "invento", mantém o rolo de fio sob controle dentro de uma caixa e na medida em que se puxa a ponta aparente do fio ele vai se desenrolando sem, que de repente se veja pelo chão, àquele nó absurdo - "que no momento em que se vê é!" - te dizendo que outro tempo será gasto para desembaraçar o danado. O invento funciona perfeitamente e eu mesmo, que tenho pavor de embaraços, sejam la de que tipo forem, fiquei satisfeito, porque agora tenho uma máquina própria para me evitar, pelo menos, que fios se embaracem. A confecção de um invento, exige de nós um entusiasmo e para tanto, prometi ao sujeito mencionado, o eletricista, uma peça e, de modo gratuito para que... ele pudesse experimentar e me dar até, algum estímulo. A peça ficou pronta e o cara não veio buscar... nem de graça. Mundo ingrato esse dos negócios, onde o imediato, o imediatíssimo, fala mais alto. Nossas vidas são permeadas pelo imponderável e o grande "barato", é justamente a insurgência, para delas tirarmos embriões que se transformem em elementos... ponderáveis.

terça-feira, 2 de agosto de 2011

Roleta Russa

Viver é uma questão de estar vivo. Vivo o dia a dia, sem querer pensar no fim dos dias e eles, os dias do fim de repente se tornam uma realidade, ... sua hipótese, diante da possibilidade de se receber um diagnóstico positivo para uma doença incurável. Lamentar é pouco, tendo em vista o relaxamento, a despreocupação até a data, o momento, que pode ser antecipado por segundos, na testa franzida do médico que ao fazê-lo transfere ao paciente a responsabilidade da dedução. Estarei de novo vivo, vivaz, normal aqui, ou estarei estarrecido e liquidado, sem ânimo para escrever no meu Blog? Será fácil verificar! Se o Blog parar, é devido ao fim, a busca por socorro paliativo. Se o Blog continuar, é devido a animação costumeira, mania de escrever o que penso, o que sinto e que desejo transmitir de alguma forma. Lutar pela vida eu tenho certeza que lutei e fui também, por outro lado, relapso o suficiente para perder o direito de reclamar... por uma questão de escolher viver ignorando os tormentos   de andar me cuidando em médicos e hospitais de um país onde tais coisas são relegadas. Verdades sobre a saúde no Brasil, já não vem ao caso devido a um jogo no cassino de uma roleta russa, que desta vez, não se faz entre rapazes inconsequentes, mas com alguém que descobriu... que viver é bom.