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quarta-feira, 9 de novembro de 2011

Fé que vem... e que vai.



Por que um indivíduo espiritualizado deveria ter menos medo da morte? Um filme bíblico que vi uma vez, desses de semana santa, Jesus foi buscar sua mãe Maria, momentos antes da sua morte e disse a ela que não tivesse medo e que logo ela estaria junto dele.  Depois disto, fiquei pensando sobre o privilégio de ser a mãe de Jesus. Eu, por exemplo, me sinto também um privilegiado. Sou na vida exatamente o que desejei ser - nem muito, nem tão pouco - Um observador da vida, catalogando dados para trocar as peças em determinados momentos de modo a ver porque alguma coisa aconteceu daquela maneira. (Mais ou menos isto). Isto não é pouca coisa para mim. Significa que venci na vida, que Deus me deu exatamente a vida que desejei e que posso enxergar em vida, o que desejei da vida. Desligar minha vida vai dar medo sim, um medo de instantes, horas, dias, maior do que o medo de uma agulha com anestésico de cirurgia que promete em seguida, corte na carne, mas, tudo passa e por esta razão Fernanda, costumo pensar que na hora certa espero saber estar desligando minhas chaves  - dos tipos elétricas de um padrão de força - para entregar ao outro lado o que restar...Desconhecido!  Voltando: Analisando a desumanidade humana - guerras,  fome, egoísmo, penso que ao morrer, estaremos mesmo duvidando da vida após a morte e, das conseqüências de termos vivido de modo , no mínimo, egoísta. Tal dúvida faz parte da vida, do condicionamento da vida na terra, para justamente, o homem poder escolher por si só, se será do bem o do mau.  Por isto, entendo que a minha espiritualização, funciona em fleches, em que me vejo jogando barro numa parede muito grande e, com dias em que vejo o barro caindo porque fiz um barro com milhares de dúvidas, diferente do que vi um pastor contar na TV, que seu avião estava caindo e ele se sentia tranqüilo...  Acho que o avião acabou não caindo. Sei lá!. Vai ser tranqüilo assim lá longe... Na Conchinchina, pois lá, é noite enquanto aqui é dia.  Somos assim, todos nós, meio barro, meio tijolo. Nunca seremos uma coisa só, uniforme – para o Maravilhoso Mundo Novo e,... Ainda bem que somos assim! Repare que a minha fé é uma salada de frutas, mas, tem dias em que ela, minha fé em Deus, na vida, se apodera de mim, me lambuza e me deixa untado – para enfrentar, acho eu, a próxima crise.