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sábado, 19 de novembro de 2011

Interpretação - China ou Blog?

A interpretação, no meu caso, pode me levar a China enquanto eu penso apenas em ir ao... banheiro. Sou assim, com esse defeito de fabricação - criando devaneios do nada. Quando a Fernanda, me acarinhou com as palavras, dizendo que "estive por suas bandas", achei simplesmente que ela esteve aqui, na minha cidade e não veio me ver. Fiquei, por isto, pensativo tentando entender uma série de coisas a respeito. Quando as pessoas chegam a Meaípe, muitas delas, se hospedam no hotel Gaeta, famoso por aqui e, até isto imaginei, que ela esteve aqui, com o marido, hospedando-se no tal hotel, comeu moqueca, viu a delícia da nossa praia à noite, caminhou na areia, lembrou-se mim e pensou inclusive no quanto podíamos ter conversado e tal. Eu da minha parte estaria mostrando a eles, coisas da praia, como o bar do Hélio, que resiste aberto em noites de invernada, dos meses frios - junho e julho, onde se pode por exemplo, comprar cigarros 2.00 horas da madrugada. Agora já nem fumo mais, abdiquei desse prazer para continuar respirando. Poderíamos, durante o dia, claro, comprar um peixe quase vivo na peixaria do Helinho, lá nas pedras, meio fora do mercado mas, de tão bom que é sobrevive do mesmo jeito. A família dele pesca e, eles vivem por lá, nas pedras, num ambiente de redes estendidas, barcos em manutenção e toda a coisa fresca, boa, da pesca artesanal, que meu Ibama particular não pode deixar de aprovar. Bem, poderíamos comprar um peixe e preparar uma moqueca em nossa casa, dessas que passam ao nosso inesquecível, pelo menos para mim, na companhia nobre, de uma pessoa que não imagino como seja.! Tenho certeza absoluta de como ela é.
Embora seja eu, capaz de ir a China por descuido, sou capaz também de mentalizar alguém, praticamente sem margem de erro, graças, acredito, pelo tempo gasto numa viagem a China, seus prazeres, as visões, o imaginário.
A Fernanda não devia saber disto, mas vou dizendo: Já decidi que quando nos encontrarmos lhe dedicarei o mesmo cerimonial dedicado às minhas filhas, o que me dá uma margem muito grande no contexto das minhas razões, evitando portanto, cerimônias descabidas e incluindo outras, o que diminui o tempo de "O que será que ela está pensando". Assim serei e, a fórmula, com certeza dará certo.
Então! Vamos lá! O que a Fernanda quis dizer com "estive por suas bandas", foi que esteve vendo o meu Blog.

domingo, 13 de novembro de 2011

Xurupita

É interessante a vinda da minha filha em nossa casa e, preocupante ver a minha neta no estado atual da sua vidinha dominadora dos - pai e mãe embasbacados pelo poder manipulador de uma criança no maravilhoso mundo novo, onde tudo se ordena, por outro poder, o poder de compra de cada um. Compra-se teoricamente, de tudo, inclusive segundos de aparente sossego de uma criança, que enquanto pensa na próxima travessura, alivia a todos, que aproveitam tais momentos para viverem suas próprias vidas, abrindo latas de cerveja, olhando a TV, falando as mais fúteis bobagens e,... tudo, por uma consciência, de que em minutos, fatalmente, a criança já estará - por exemplo, enfiando o controle da televisão, dentro da água do cachorro e o cachorro, fica sumido nesses dias de domínio, parecendo ser mais esperto do que todos nós. Também a gata se manda para locais como o telhado, acima das investidas da pequena rainha, cujos desejos são atendidos - todos, numa sucessão infindável, sob seu olhar - diria que até cansado, de ver tantos desejos serem tão prontamente atendidos. A mãe, que é minha filha e foi criada de um modo parecido, descontado apenas algumas das maravilhas do novo mundo, que eram um pouco menos, joga suas esperanças na creche. __Ah! Esse ano ela vai pra creche. Lá vai conviver com as outras crianças e vai aprender. Pergunto: Aprender o quê? Provavelmente aprenderá como cobrar mais, devido ao abandono das horas passadas longe dos pais inoperantes. Tudo será aprendido em conformidade com as outras crianças, cujos pais, passam exatamente os mesmos problemas. Diria que a parceria da creche, com outras crianças, fará com que a nossa Xurupita, amplie seus conhecimentos para impor ainda mais, por ter sido posta numa creche, de onde os pais, esperam um milagre, esperam que transformem seus filhos em crianças calmas, destas que ficam quietas, sossegadas, que façam coisas receptivas, entendendo que são amadas e que não precisem ser chamadas de hiper ativas - nome novo das crianças mal criadas.
No fogo amigo da criação de nossos filhos, fica uma certeza, a de que pensamos nossos filhos como a extensão de nós mesmos e eles, os filhos, querem mesmo, é serem mais eles, ainda desconhecidos deles mesmos e que querem descobrir. Diferente, é claro, do que nós os imaginamos.