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quarta-feira, 7 de março de 2012

Minha casa. (Do filme E.T.)

Conversando com um amigo, hoje aqui em casa, fui obrigado a esclarecer, dar uma desculpa para a bagunça em que se encontra a nossa casa. Meu amigo aparece de vez em quando e a casa dele, onde mora com os pais é um brinco. Casa mineira, com café da tarde, fogão de lenha sem fogo, mas pronto para entrar em ação com lenha e tudo em seu depósito. Nossa casa, por mais que a gente arrume está sempre de pernas para o ar e a culpa é minha. Nossa faxineira, por ironia, no momento da visita do meu amigo chegou para se demitir, receber seu saldo e explicar (mentira), que seu marido não queria que ela trabalhasse fora e tal. O que ela viu aqui é que não adianta colocar em ordem as coisas porque logo elas estarão todas fora do lugar. "Para loucos, boas razões". Não é isso, mas também não cai muito longe. Enquanto a sensata da nossa faxineira pedia demissão e fazia seus acertos com a patroa, foi chegando gente e a casa se encheu. Ela coitada, com certeza cobriu-se de razão para nos abandonar e eu, por costume, que sempre a buscava e levava em casa de carro, não percebi que ela havia sumido, se mandado, desaparecido sem despedidas,... Provavelmente achando que derradeiramente eu não fosse levá-la, ou então percebendo a dificuldade devido a visita do meu amigo e de outros que foram chegando. O fato é que a nossa casa bagunçada, também vive cheia de gente meio louca. Uns querem publicar livros, outros procuram equilíbrio e tem um que vai se aposentar pensando em comprar uma boate desativada na beira da praia. Está me pedindo pra comprar de volta, uma casa que vendi pra ele uns tempos atras para ajudar na compra da tal boate. Isto da casa cheia de gente não é sempre, mas acontece de vez em quando e por períodos. Quero dizer com isto que não somos assim do tipo populares, entusiastas de futebol e carnaval. A bagunça porém, minha mistura de marcenaria com a mania de fazer coisas e a organização estática de uma casa, de fato, fica a desejar. Minha pressa é de viver, viver o máximo possível e azeitar os que não estão com pressa, estão meio aposentados demais. Precisamos criar, continuar, sermos pegos em plena corrida contra o tempo, sem medo, ... Partir sem medo, rapidamente sumir nas nuvens, cumprir nossos carmas e... Bem! Se possível até conto como será.

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