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segunda-feira, 16 de abril de 2012

Tem mais coisa rasgando

A presidente da Argentina resolveu estatizar uma empresa de petróleo espanhola. Ora, isto é uma atitude desmiolada, anti democrática e burra. Se um dia houve um acordo, como por exemplo o acordo do gás entre o Brasil e a Bolívia, tal acordo pode até ser desfeito, mas com as devidas indenizações e resgates necessários. Isto se da entre sociedades sérias, acima dos políticos de plantão e de acordo com os estatutos dos contratos. A Argentina volta, regride, ao mundo do autoritarismo com esta atitude imoral. Não se trata de perder ou ganhar na barganha dos contratos existentes, mas do cavalheirismo democrático, que deve estar acima do bem e do mal. Neste caso, vejo na truculência do governo argentino, uma tentativa de golpe e a  burrice em tentar estatizar empresas de petróleo, para quem não tem tanto petróleo e, não pode como a Venezuela, esnobar o mundo com um Hugo Chavez falando o que quer e isto vai levar o país a um novo caos político, baseado apenas na reeleição de um mulher cujas unhas começam a mostrar o verdadeiro tamanho.
No mundo atual, globalizado, onde até mesmo o termo globalização já vai perdendo a localização e, isto, devido a aceitação do sistema pelo capital, não tem mais cabimento atitudes do tipo nacionalização ou, ditadura - seu retorno com todas as suas consequências. O próximo passo, com certeza será declarar nova guerra com a Inglaterra pela posse das Malvinas. Estas atitudes são próprias dos governos falidos, sem competência para reverter impasses e que não tem coragem para convocar o povo para o desafio de trocar o poder por outro, mais ameno, em melhores condições.         

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