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segunda-feira, 9 de julho de 2012

A Crise (1ª parte)



A crise de 2008 foi o começo de uma nova ameaça ao povo da terra e ela continua progredindo. A humanidade deseja conforto absoluto para exercer sua jornada diária de trabalho, gastando para isso, energia em excesso e aumenta cada vez mais os gastos. Tudo em nome de uma retaliação contra as jornadas diárias de até 10 / 12 horas exclusivamente entregues as corporações.

Ar condicionado, iluminação, decoração e todo tipo de aparato social são reivindicados e atendidos devido a insensatez da exploração do homem através de jornadas que alteram os indivíduos para sempre, que as corporações dizem indenizar com aposentadorias e vários  benefícios muito aquém do que vale uma vida humana, o universo de cada ser humano.

Essa visão empresarial de exploração da mão de obra e a aceitação desse sistema por parte dos empregados acabou gerando uma sociedade que abomina o trabalho braçal, o trabalho de produção onde a mão de obra é realizada no campo e não em salas refrigeradas ou aquecidas. Até mesmo, sentem-se elitizados àqueles que habitam escritórios e vão a casa à noite, para dormirem sono de calmante para retornarem imediatamente a seus devidos postos. Enxergar alguma elite neste tipo de vida... Sinceramente é uma cegueira que fatalmente contribui e muito, para a falência do sistema,... Que está acontecendo.

As grandes guerras sempre aconteceram pelo descontentamento com o modus operandi dos senhores impostores em relação ao seu operariado e a grande crise que está a caminho, não acontece por motivos diferentes da mesma que originou a Queda da Bastilha. ‘Dinheiro chama dinheiro’ é o elemento de deflagração da divisão da sociedade que continua encontrando na verdade de que “Trabalhar para patrão pobre é pedir esmola pra dois”, justificativa de só servir ao dinheiro e mais nada. Esse pensamento simplesmente facilita ao máximo a ação corporativista que enxerga números apenas e com toda segurança, deixando o homem se transformar, impiedosamente, num executor de tarefas mudo, totalmente imbecilizado com relação ao mundo que o rodeia.

O escárnio maior da exploração do mundo chamado convenientemente de globalizado é nossa chegada ao valor de R$ 1,99. Valor que não é simbólico, não é referência, é real, que leva da China para qualquer lugar do mundo, coisas nesse valor e com frete embutido, o que é de fato impressionante. Porcarias de R$ 1,99 ‘enfeitam’ hacks de salas insossas animadas por fanatismos a futebol e quase sempre regados a álcool, desaforos e sexo suado, muitas e muitas vezes com gemidos escutados pelas crianças, cujas formações ficam definitivamente alteradas para sempre, na forma de traumas insolúveis.  Tudo acontece pela improvisação da vida dedicada apenas a manter funcionando o que é eleito como zona de conforto. No Brasil o partido PT chama isto de ascensão a classe média e nos dias em que vivemos, outros lugares do mundo não oferecem mais, coisa muito melhor.    

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