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domingo, 26 de agosto de 2012

Ouvindo a MEC FM. É madrugada no meu sofá


Ouvindo a MEC FM. É madrugada no meu sofá.
Tão distante vão ficando os dias  de glória que me assusta o frio, a solução que me impus com esse capote quebrado e sem botões. Tão distante que me assusta ver a calma do passarinho a catar migalhas com seu frágil caminhar atento em troca da vida que parece medir como presente, dádiva preciosa, pelo poder de estar e não estar... ao simples toque de asas magníficas, transoceânicas, enquanto aqui, no reduto enferrujando de meus pensamentos mal arrumados podendo pensar o passarinho, seu status no natural, mas não podendo acompanhá-lo além do olhar, seu alcance.
Meus limites foram aquém, muito aquém dos meus sonhos e até dos meus pesadelos e me parece agora que tudo foi uma cilada, ver tanto e poder tão pouco... infinitamente menos que o passarinho, lindo, leve, solto, atento, com poder de voar. Tudo o que não sou e, que pensava ser mais, quase rasteiro, de alcance inútil, vulgar pronto apenas para ficar, fazer um nome, ceifar emoções e rir como Inês também sorri, por da cá  àquela palha a mentir, mais pra mim do que ao muro que me enclausura no absinto de escuridão eterna como ameaça aos meus maus modos, úteis aos meus lábios e as pontas dos meus dedos contaminados pelo perigoso convívio de um lugar.. ao sol. Imagine! Que besteira.  

2 comentários:

  1. Alfredo, não entendi muito bem, as palavras vieram muitas desta vez, e atropelam-se. Mas entendi que você anda triste. Não entregue os pontos, agora é minha vez de dizer. E você pode me explicar por que é que a minha fotinho nunca aparece lá em cima, junto com os seguidores do blog???

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  2. Outra coisa: tira as letrinhas que a gente tem que escrever para provar que não somos robôs! Elas são quase ilegíveis, a gente tem que tentar milhares de vezes até acertar!!!!!!!!!!!!!!!!

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