Translate

domingo, 23 de dezembro de 2012

Lei molhada

Impressionante como as pessoas chegam molhadas na lei seca. A outra lei, a que molha o cara por dentro... A que da uma autoridade e uma notoriedade também ao indivíduo, embora que momentânea, a que se encerra com a caída da ficha na delegacia e na perda do direito de dirigir, tem poder. Tem o poder de transformar um pacato cidadão em cavaleiro do seu próprio destino, transformando o tal pacato em... Potencial assassino, que assumiu o risco, que desprendeu-se da responsabilidade social vigente, que esqueceu-se de toda a sua construção emocional e patrimonial, em função, pasmem, de dirigir alcoolizado.

Por quê? Porquê uma pessoa assume esse risco, o risco de ser apanhado, o risco de atropelar, bater em outro carro... de morrer, de matar? Não é pouca coisa! Não! É muito sério, é como sair de casa armado, sem intenção de atirar, mas armado e, ao ingerir bebida alcoólica ficar a mercê de seu alter ego. que reage por estímulo exterior, que foge do controle do raciocínio lógico.

Pessoas de bem, que trabalham duro pra ter fon fon, que cuidam da moral de sua própria família, um belo dia aparecem numa reportagem, falando mole, querendo mentir sobre a dosagem de sua própria alcoolização e isto não é nada bonito. Não é bonito ser visto por um filho, pela mulher, pelos amigos... Espera! Amigos não, eles provavelmente estejam em outra blitz, com os mesmos problemas, ou não, talvez os amigos mais espertos tenham seguido de táxi e, que talvez nem sejam tão amigos assim. Eu, sinceramente nunca me dei bem com amigos de copo. Sempre me dei foi mal, em tudo por tudo. Mas, não estamos aqui para discutir, apenas para alertar, que a polícia gosta disto, de encontrar o peixe, assim como qualquer um de nós gosta do resultado do próprio trabalho e será mentira de todo àquele que negar isto. O policial nunca estará para ouvir estória de bêbado, principalmente aqueles mais idiotizados pelo álcool.
Hoje em dia a pior coisa que se pode fazer é beber e dirigir. Não é mais como antes, que não havia muito o que fazer com o bêbado ao volante. No máximo, obrigava-se o infrator a ficar no carro até melhorar, isto dependendo de onde o tal fosse apanhado. Numa blitz, pasmem, o tal era muitas vezes liberado para seguir, justamente porque não havia lei para bêbado.

Ouça um bom conselho. Que eu lhe dou de graça. Inútil dormir que a dor não passa.   

Nenhum comentário:

Postar um comentário