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quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012

Onde estou?

Quando resolvi vender meu apartamento não imaginava o risco de perder o imóvel para um sujeito chamado de corretor. O crápula ligou-me orientado pelo anúncio e ofereceu seus serviços já de um modo esquisito para meus ouvidos atentos e medrosos como os de todos nós. Pelo momento e pela fraqueza aceitei a oferta que se resumia num comprador ávido pelo que sequer havia visto. Descrevendo assim mal dá para acreditar que fui envolvido pelas teias desta aranha oportunista. O assédio deste homem começou no dia 7 de Setembro de 2011, prometendo uma venda sem descontos, do jeito que um proprietário mal podia imaginar, dado as facilidades prometidas. O tempo foi passando e um sinal pela venda, com todas as garantias a meu favor foram oferecidas e uma dessas ofertas foi finalmente aceita em meados de novembro com valor de 15 dias para concretização do negócio ou a perda do sinal por parte do comprador. Em meados de janeiro sem solução e desatenção total do sujeito, coloquei novo anúncio e  em resposta recebi um telefonema dele dizendo que estava pronto para me pagar o saldo devedor combinado, mas que precisava entrar no  apartamento para mostrar umas coisas ao novo proprietário e eu então, desconfiado e aborrecido informei que estaria esperando por eles na portaria do prédio para mostrar e receber o pagamento. Esta foi a última vez que ele falou comigo e de lá para cá, não ouvi mais aquela voz meio miliciana,  impertinente e arrogante, intitulando-se crente. Seu último ato foi querer entrar no apartamento e instalar alguém às pressas, de onde passaria então a discutir a legalidade daquela permanência no imóvel, dizendo que levaria o novo proprietário para ver algumas coisas. Depois deste corretor, passei por outro e finalmente consegui emergir de um mergulho num verdadeiro mar de lama. Vendi finalmente o imóvel para um casal. Ela, graciosa mais parece uma dessas filhas que todo pai gostaria de ter e, ele... Bem, ele é meio porra louca apaixonante que vive dias de uma busca pelo inexistente identificado como inexistente, mas que continua sendo procurado, como se pudesse, de repente, por obra do Criador ser posto em seu caminho, somente para seu delírio. Por essas e outras o casal agora são nossos novos amigos e tudo isto aconteceu, como prova que passei sobre meus pensamentos a respeito da minha espiritualidade, a proteção de uma grande emanação visando a vida, seu engrandecimento, onde nós quatro, o casal e nós, podemos observar muito profundamente o que quero dizer.
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