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sexta-feira, 8 de junho de 2012

Minha Filha

Difícil falar do excesso... De emoções

Olhava o mar na Praia dos Padres e ...

Eu a observava

Fomos passear a noite na praia de Meaipe... nós três

 Ela exibiu-se

Exibiu-nos

Minha mulher e eu... Estávamos todos num dia muito bom

  Inexplicável momento de felicidade que me traz a "Insustentável Leveza do Ser"

Minha melhor obra. Obra verdadeiramente de arte

Mas ela gosta mesmo é das bandas la do outro lado do oceano.


Minha Praia



Um dia cheguei a Meaípe e olhei o mar, a enseada, o bar do Hélio e tomei um porre, um porre que se estendeu pelo amanhecer tendo ao fundo, o partir de um navio. Não, naaão dá pra esquecer a delícia daquele amanhecer lúdico, o estado etílico abrandado pelos raios, os primeiros de uma manhã como jamais haverá outra. Hoje já não bebo mais e me transformei numa espécie de guardião, de mim mesmo e também dessa praia maravilhosa. Eu e ela temos um acordo - de paz. Ela não me encanta de matar e, eu tomo conta de sua beira, o que faço de muito bom grado, pois afinal, encontrei a minha praia. 

Lascas do Tempo Vivido

                                         O dia do meu batizado 
Sou um homem de 63 anos e ciente das minhas capacidades e das minhas incapacidades. Entre as minhas capacidades, estão  coisas do meu bom senso, lugar do cérebro onde mora o bom senso, mas vizinho muito próximo da família devaneios, que por sua vez conta com membros que adoram escrever, teclar e rabiscar palavras, seja lá onde for. Entre as minhas incapacidades, que são muitas, tem uma que durante muito tempo me intrigou, mas hoje, vejo que ao fim e ao cabo, é uma capacitação. Trata-se da dificuldade latente para trair. Nunca consegui trair direito. Toda vez que alguma coisa, situação me indicava a traição como possibilidade, a coisa acabava numa confissão prematura, traindo na verdade, o próprio ato te trair, porque trair, (hoje tenho a consciência plena disto), me tira o direito de olhar, de ver o outro com semblante desarmado. Claro que já fui jovem, passei tormentas e também com certeza atormentei, mas sempre, acabei podendo botar a cara no espelho e não sentir repulsa, vendo ali, um sujeito desses que abomino -  injustos, pilantras e cretinos.
Ler e escrever, sempre me atraiu e gastei bom tempo da minha juventude na  biblioteca da  família e por lá, reuni muito da formação curiosa que trago comigo. Adoro saber como funcionam as coisas, sentir nas mãos como funcionam e, quando se trata de uma pessoa, alguém que... a leitura, o tempo de bibliotecas, me faz considerar, preciso sim tomar precauções, para não me derreter. Não dá simplesmente para confiar no meu belo bom senso. Pensando assim, hoje em dia, transformo a visão sobre as pessoas do sexo oposto, em visões que se tem sobre companheiras,  mais das minhas filhas, que tenho duas, com seus problemas e casuísmos providenciais, assim como também os possuo, abrigando o que posso e deixando de fora o que não posso, valendo isto, como regra definitiva, para não me deixar envolver por nada além de amizade com outras pessoas, mesmo sendo uma pessoa que tenho certeza absoluta, atraente demais, principalmente devido ao fator palavra escrita que acompanho, sigo a cada nova composição. Se no coração não se manda, aos 63 anos se manda sim, pelo menos para mim, que preciso, que decidi respeitar a todos nós, meus conhecidos, amigos  e familiares, ao ponto extremo, se for preciso, de fazer um tampão de concreto sobre “o assunto”, quando é necessário.  - Mais ou menos o que se pensou – “Abafa o caso”. A expressão é ótima para explicar as pernadas da vida.
Minha companheirinha de longos anos me tem em rédeas mais curtas do que desejo e, não posso mudar isto, devido a imensa aproximação de nossas almas neste mundo onde desencontros são comuns e muito, muito pouco comuns, são mesmo os encontros, os que se dão por fios que correm juntos, sem embaraços  pela longa via da eternidade, como promessa, como idéia futurista, além da imaginação.  Tenho plena consciência da coisa de estar de bem com alguém e, não penso, nem por instante sequer, deixar escapar o que foi tão difícil  encontrar.

quinta-feira, 7 de junho de 2012

Xurupita



É interessante e preocupante ver a minha neta no estado atual da sua vidinha dominadora dos - pai e mãe embasbacados pelo poder manipulador de uma criança no maravilhoso mundo novo, onde tudo se ordena, por outro poder, o poder de compra de cada um. Compra-se teoricamente, de tudo, inclusive segundos de aparente sossego de uma criança, que enquanto pensa na próxima travessura, alivia a todos, que aproveitam tais momentos para viverem suas próprias vidas, abrindo latas de cerveja, olhando a TV, falando as mais fúteis bobagens e,... Tudo, por uma consciência, de que em minutos, fatalmente, a criança já estará - por exemplo, enfiando o controle da televisão, dentro da água do cachorro e o cachorro, fica sumido nesses dias de domínio, parecendo ser mais esperto do que todos nós. Também a gata se manda para locais como o telhado, acima das investidas da pequena rainha, cujos desejos são atendidos - todos, numa sucessão infindável, sob seu olhar - diria que até cansado, de ver tantos desejos serem tão prontamente atendidos. A mãe, que é minha filha e foi criada de um modo parecido, descontado apenas algumas das maravilhas do novo mundo, que eram um pouco menos, joga suas esperanças na creche. __Ah! Esse ano ela vai pra creche. Lá vai conviver com as outras crianças e vai aprender. Pergunto: Aprender o quê? Provavelmente aprenderá como cobrar mais, devido ao abandono das horas passadas longe dos pais inoperantes. Tudo será aprendido em conformidade com as outras crianças, cujos pais, passam exatamente os mesmos problemas. Diria que a parceria da creche, com outras crianças, fará com que a nossa Xurupita, amplie seus conhecimentos para impor ainda mais, por ter sido posta numa creche, de onde os pais, esperam um milagre, esperam que transformem seus filhos em crianças calmas, destas que ficam quietas, sossegadas, que façam coisas receptivas, entendendo que são amadas e que não precisem ser chamadas de hiper ativas - nome novo das crianças mal criadas.  
No fogo amigo da criação de nossos filhos, fica uma certeza, a de que nós pensamos nossos filhos como a extensão de nós mesmos e eles, os filhos, parecem perceber isto, desejando mesmo, é serem eles e não nós.

terça-feira, 5 de junho de 2012

Isto é Mais Uma Arengação Urgente

Voltando para casa após atender um chamado da irmã da minha mulher, notei que ela se recostava no banco do carro massageando a nuca e, perguntei: Você está com dor na nuca? Estou, ela respondeu. Era noite, por volta de 21.30 hs. Eu disse então: Vamos ao PA. Ela não quis. Diminuí a velocidade do carro instintivamente e com isto, acho eu, imagino isto pois não poderia ser outra coisa, depois de alguns instantes, um carro entrou na frente do nosso e parou. Parou porque o sinal fechou, mas ele parou antes da faixa de pedestres, depois de ter cortado o nosso carro, centrando-se no meio da via bloqueando nossa passagem. Eu, por instinto entrei pelo lado que me sobrou pensando na nossa segurança naquele horário. Ao emparelhar com a janela do carona do tal carro, a mesma se abriu e o sujeito foi logo dizendo __ Sabe quem sou eu? Sabe com quem você está falando? Eu respondi que não sabia. Neste momento ele se esticou em direção a janela, dando a impressão de que abria o porta luvas do seu carro. Ele falava comigo e ao mesmo tempo que mantinha o celular no ouvido. Tentei andar um pouco mais e ele me acompanhou e eu então parei. Parei e quando o sinal abriu ele andou e parou no acostamento a seguir - uns 50 mts à frente. Eu então prossegui a minha viagem. Minha mulher que já não estava bem precisou manter-se calma, porque eu, aos 63 anos de idade mal consegui chegar em casa com o carro. A idade, queira ou não, nos faz achar que é melhor um covarde vivo do que um herói morto. Quilômetros a frente, o carro passou por nós em alta velocidade e imaginei que alguma coisa fosse acontecer. Esta narrativa tem a intenção de deixar claro que um sujeito, importante ou não de Guarapari ou região, se acha acima da lei e da ordem, sugerindo-me uma psicopatia a mais no trânsito.

segunda-feira, 4 de junho de 2012

Rei Juan sai na mão na terra do samba

A Espanha acaba de enviar o seu rei ao Brasil do PT para pedir arrego. A Espanha está perdendo tempo com isto, visto que aqui todo mundo sabe o quanto o espanhol é camaleão e traidor. As terras do novo mundo foram  barbaramente saqueadas. Hoje, esnobam os brasileiros que pousam por la, chamando-os de vagabundos e postando-os de volta.de modo mais humilhante possível.
Porque pede arrego agora? Talvez seja por assistir seus interesses exploradores sendo estatizados na Argentina, depois na Bolívia (se não me engano) e, talvez imaginem que o PT (vendilhão), possa fazer alguma coisa e entre outras, não estatizar interesses espanhóis no Brasil.
A parte de baixo do Equador não quer mais viver sem pecado. Brandi seus metais em busca de espaço. De um modo ou de outro, não quer mais ser capacho de uma Europa muito culta e pouco produtiva, que nos alugavam seus domínios a peso de ouro. Agora não podem mais, caíram as patentes, esta artimanha chique para preservar direitos de fazer, até o inadiável, sob pena muito severa de restrições diversas. Outra balela, tendo em vista que o Brasil por exemplo é um fornecedor muito barato de commodities e que poderiam servir de armas, como faz o Oriente, com o petróleo. Toma la da cá..
É preciso brigar por um lugar ao sol. É preciso acabar com a corrupção e não, aprovar por exemplo. a Lei da Ficha Limpa, com sujeira (pasme), por baixo dos panos, enquanto (louvável), cria-se a comissão da verdade na ditadura do PT (deplorável).