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sábado, 16 de junho de 2012

Helicóptero Caiu


Li no JB:
Há um ano helicóptero cai e atinge imagem de Cabral.
Só se esclarece alguma coisa quando acontece um acidente, vazamento de uma filmagem particular de entrega de propina, o deboche de uma viagem interrompida por acidente, um caguete mal pago que resolve perder a compostura, infringindo o código de honra da malandragem.

Ao tentarem soltar a cachoeira, repararam que ainda é cedo, que a coisa ainda não esfriou como é de costume e, dai, o jeito é deixar o alagamento continuar mais um pouco. Por enquanto se vai passando por dentro d'água mesmo e depois... Se vê que se faz. Não é preciso se preocupar, pois logo logo, esfria. Desse modo a política do toma lá da  cá, consolidada, continuará viva pelo paternalismo político, com o fundamentalismo que determina o processo.
De nada adianta denunciar, apontar, esclarecer. Enquanto o povo de cabresto votar SIM, toda oposição será inútil, desfigurada e ridicularizada. Enquanto o voto for obrigatório, mostrando àquele velhinho viajando 3 dias de canoa no Amazonas para votar, em troca de um cartão miséria, tudo estará sob controle.  

quinta-feira, 14 de junho de 2012

Renegado




Filme de faroeste do passado.  O glamour era uma cara feia, que não se intimidava com a poeira e carinhos eram apenas para as pistolas.
Hoje não existe mais glamour para quase nada, pois o excesso de oferta simplesmente  demitiu o “timing”, o ingrediente mais poderoso da composição do charme.  Hoje vale mais a pressa, a entrada da vinheta pontual.
O último renegado foi Marlon Brando e com ele foi-se a coisa toda. Sempre tive a impressão de que ele se inspirou em  Anthony Quinn, mas isto é coisa do passado que não morre, já que a arte tem esse poder. Seus valores dormitam em cantos, não morrem, pois sempre servirão de elemento de busca, inclusive na tentativa desesperada para compor novas vendas, orçamentos. Que ironia!!! Ironia porque se serve a isto, serve também às minhas lembranças, pobres doces  lembranças.
O cinema também era povoado por canastrões que inclusive, faziam dos tipos, canastrões como centro dos enredos, tal como Dean Martin, que sorria com a cara toda, longe da cena a que se propunha. Uma espécie de Rubinho Barrichello, feito para ser segundo... Até terceiro.
A irmã do cinema, a televisão, despreza talentos e só valoriza índices de audiência. Todo talento deve sucumbir a sua própria marca e estacionar num patamar. Trata-se de média, do QI médio. Difícil administrar!!!
Quando vejo Ana Paula Arozio pedir demissão, ou também a Ana Paula Padrão; fico pensando no sistema, na sua indigestão com o estudo, o aperfeiçoamento de uma pessoa dedicada ao seu assunto. A criação está dentro e não fora como quer a imposição do sistema. No sistema é preciso saber muito mais como se deixar levar, do que fazer uma criação e exigir a apresentação desta criação. É preciso ceder sempre ao campeão, um diretor que não é afinal de contas um diretor de artes, mas sim, de vendas na mídia, que faz produzir  a televisão 24 horas no ar. Pobre Denis Carvalho, que era ótimo contracenando com a Regina Duarte.

segunda-feira, 11 de junho de 2012

Jornalista?


Visão distorcida ataca outra vez. Lendo um artigo idiota, onde a idolatria por ditaduras orientais, serve, me parece, para reclamações disfarçadas contra a falta da própria posição econômica no lado ocidental, faz do jornalista em questão, um gato comedor de passarinhos na calada da noite. O senhor me lembra o gato comedor de passarinhos na calada da noite e que ainda mostra ao seu "dono" - gato não tem dono, o bigode de Sarney. Os gatos, porém servem à casa, matam roedores e peçonhentos, protegendo ao final de contas, quem lhe dá abrigo. Troca! Troca justa por uma aporrinhação e o seu caso não é diferente. Matar o gato não é da minha índole, mas matar passarinho é da índole do gato. Veja só que ironia: Aturar você, por causa de uma índole, ou falta dela. O mundo atrás de uma democracia e você dizendo que o Kadafi e toda uma sociedade mafiosa de ditadores é que têm razão, apenas porque não existe outro meio de se lidar com eles - a não ser com tolerância. Velha e idiota proposição de que o ocidente quer o petróleo do oriente. Claro, quer e isto não é negado por ninguém e quer também pagar por ele, seja lá a quem for o dono ocasional. Se o dono ocasional se veste de general, é problema dele e, nem por isto deixará de receber o preço estabelecido pelo seu ouro negro, que vende sem dar em troca nada a seu próprio povo. Defender um cara desses é no mínimo interesse escuso. Pode ser um apadrinhamento, um extra do Kadafi, para políticas de propaganda externa. Alguma coisa tem que ser para explicar que um jornalista seja capaz de defender tais arbitrariedades. O ocidente precisa de luz, muita luz para iluminar seu mal feito e o oriente, já está entregue a escuridão 

Inspirar sem pirar


Não estudei muito. Sou do tipo autodidata, um espírito assim, mas sempre tive admiração pelos meus professores e tenho plena convicção de que apenas a escola pode determinar os rumos de um país, pois o conhecimento ordenado se torna bem palpável, dando-nos certeza de que somos donos de um capital extraordinário, muito acima de bens materiais, pois este, não consolida nada. O que fazer de bom com dinheiro, se não há cultura na emissão dos cheques? O que ouvir de bom na música se o que ouço agora, a MEC FM, não te diz nada? O que enxergar na humanidade se os olhos estão vendados pela cegueira de um vencer aos moldes das novelinhas? Professores,...  O bom professor principalmente é como a extensão da nossa casa, que nos fala com os olhos, nos sente com os gestos, nos ensina como aos filhos e devemos a ele todo o respeito que emana de espírito para espírito. Isso é um pouco mais do que ser apenas humano.
 
Saltando um pouco de assunto, parar de fumar levou minha inspiração e melhorou, em compensação, minha respiração. Isto quer dizer que a parte mais difícil está em ficar sem a inspiração, do que dependo para passar os dias sem àquela fumaça ardida e fedorenta.