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quarta-feira, 10 de outubro de 2012

Graviolas



Amanheceu e o senhor Nilton, como faz toda semana, trouxe couve, cebolinha e salsa. Tudo sem agrotóxico  tirado da horta na hora. 




Durante um bom tempo andei procurando graviola para comprar e quando encontrei, numa estrada, num lugar metido a naturalista, comprei todo entusiasmado uma fruta podre por dentro e. caro, muito caro. De outra feita encontrei num desses carrinhos de esquina em Guarapari, mas o senhor que vendia as coisas me desiludiu: 
_ Já está vendida!
_Tem mais? 
_ Não, a procura é grande e não consigo atender.  

Finalmente elas aconteceram no nosso quintal e o besouro da polinização, que zumbe por aqui, está sendo tratado como um rei. Nosso pé de graviola resolveu dar frutos impecáveis, lindos e deliciosos. Nosso freezer está cheio de polpa de graviola e, vejam só: Procurei uma coisa por um bom tempo e a natureza real, àquela que nos observa, interage com a nossa sensibilidade, resolveu encher nossas vidas de graviolas. Toda vez que alguém esperar um fruto que não vem, de algum pé de frutas no quintal, deve tentar ouvir o besouro da polinização, porque tudo irá acontecer quando ele aparecer e resolver - namorar o seu pé de frutas. A verdadeira relação entre o besouro e o pé de fruta, acontece, não por acidente, mas por uma relação de vida, de cheiro, de certos barulhos e claro, nem sempre por estas razões, mas outras ligadas a natureza, que embora não pareçam, estarão sempre ligadas, entrelaçadas com a vida, o planeta, o universo e, porque não, você, seu carinho, seu modo de olhar e sentir a vida que flui, que avança onde cresce o entendimento e,... Que vença a tolerância!
Considerei a postagem terminada, desliguei o computador e fui até a cozinha tomar um copo de suco de graviola ... naturalmente. Abri a porta dos fundos e entraram, nossa gata e a bolinha. A gata como sempre, miando atrás de ração e a bolinha, nossa cachorrinha, atras dela. Com a ração posta no potinho, a gata que não come outra coisa, nem mesmo uma sardinha bem fritinha, com batatas coradas - de vez em quando, é uma maravilha, mas, depende da sardinha. Peixes têm segredos, muitos segredos. Voltando ao assunto, a bolinha, espera a gata comer a ração e depois, come o resto. Bolinha foi criada com uma gata, com nome de macho, Tchuco, de uma amiga nossa. Ela nos alugou por muito tempo uma casa, onde nos deram a bolinha, muito miudinha e, que foi adotada pela gata. A mãe da bolinha morreu, se não me engano na hora da cria. Quero dizer, com esse comentário, que vou fazer uma postagem com fotos sobre a bolinha e a nossa gatinha. Aguardem.