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sábado, 3 de novembro de 2012

Crack... Internação obrigatória?

Mais do que um depósito de humanos, um depósito de humanoides sucumbidos pelo mal do vício, desta vez, vício do crack. O apelo da internação como alternativa para retirar das ruas os viciados, me faz lembrar da Sandra Cavalcanti no Rio de Janeiro, acusada de eliminar mendigos. Lembram? Se ela visse o que acontece hoje com o vício do crack, talvez tivesse investido em outras atitudes. Políticos são assim, ambiciosos em busca de mais  poder, tanto, que mais uma vez, imitando a Sandra voltam com a mesma proposta - de eliminação de um  problema social... Como? Varrendo para debaixo do tapete.

Claro que uma internação compulsória que envolvesse pelo menos um aparato condizente, seria bom. No entanto, o mau cheiro, o cheiro de benzina misturado com urina e o apodrecimento dos dentes e, as vestes impregnadas de imundices nestes seres entregues a essa doença, não facilitam em nada os serviços necessários para o recolhimento e os primeiros contatos médicos e de qualquer outro contato. A vala comum é a ideia mais próxima que ocorre a um ser humano que esteja fora desse problema, mas, também ocorre a consciência da intolerância, palavra muito proferida pelos pastores ricos aos seus fiéis por ai. Intolerância é inerente a falta de paciência. pressa, tropeço na fé em Deus, descaso pelo outro, desejos mal resolvidos e vai por uma longa lista de cobranças do homem pelo homem. Cobrar de quem? Se pela lei seca da fé em Deus não sobra ninguém mais para responder a pergunta. Cobrar de politico o que cabe a si mesmo fazer, construir?

Nos países frios, onde a lei da seleção natural acabou construindo uma sociedade mais limpa, limpa no caso, é de roupagem e outros adesivos e nem por isto mais humana. Ao contrário, foram construídas sociedades muito mais convenientes do que qualquer outra coisa, distante porém, desse terceiro mundismo  há que estamos acostumados. Sem enganos é preciso entender ainda que tais sociedades, as de primeiro mundo, foram responsáveis pelas grandes guerras do planeta e acham natural suas madeiras brasileiras em todas as suas obras de belezas inquestionáveis.

Separando alhos de bugalhos vamos voltar a vaca fria do inconsciente presente, fora o aforismo. A vaca, fria, é o amontoado de seres humanos dependentes de uma droga muito mais do que alienante, é letal sem morte iminente, é fato e também um retrocesso na evolução humana sem precedentes, embora o sem precedentes hoje, esteja em quase tudo. Imagine-se que um dependente engravida outra dependente e desta relação irá nascer um ser... Humano, que dificilmente poderá ser um futuro presidente deste país, apesar de que o país aceita como seu presidente coisa como o Lula.. Da Silva. No mínimo, dependentes estão literalmente espalhando é desgraça. Desgraças, cujas consequências estão se formando tenebrosas para um futuro muito próximo, de meninos, rapazes, homens, com cérebros atrofiados, estúpidos e inservíveis para manobras da massa. Quer dizer, representam apenas despesas, coisa que o contribuinte já não aguenta mais. Imagine! Trabalhar para sustentar vagabundo. Um vagabundo, imaginado e criado e desenvolvido pela nossa inconsciência, que olhamos os nossos filhos e netos perfeitos, sem defeitos físicos e, até o momento, livres dessa droga de droga. Com isto acabo de dar a receita para a criação de um partido do tipo neo nazista, pronto para destruir, segundo a sua fisiologia, que nada mais seria do que a ideia de corpos a salvo, limpos e independentes, prontos para destruir de um só golpe o grupo associado de dependentes químicos. Caça as bruxas dependentes. Vejam como tudo retoma o passado com precisão e rapidez meteórica. Num instante deixamos de ser racionais e passamos ao terreno de uma pseudo ação. Quantos de nós não seríamos adeptos deste novo neo nazismo?