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domingo, 8 de setembro de 2013

Ando sem Graça



Ando sem graça
Ando sem graça, sem espírito, que tratei de espantar pra lá, porque eu não consigo conciliar ‘digo eu  porque quando sai o espírito, que foi pra lá, suponho que ainda  fique alguma coisa... Que me deixa com os movimentos e o cérebro enjoado’. Voltando,... Não consigo conciliar meu dia a dia medíocre com as coisas boas do tal espírito, que foi pra lá,  que sonhava e se embebedava  no You Tube ouvindo músicas, curtindo receitas, brincando com a bolinha (nossa cachorrinha) que por sua vez me procura esperando pelo meu bom humor, o humor dos que estão vivendo sem problemas maiores. Bolinha quase sempre está de bom humor, balançando o rabo e latindo alegre o que não é o meu caso.
Sem graça e sem humor, preciso me adaptar ao insucesso de certos movimentos feitos ao longo de bom tempo, onde nem tudo é insucesso, mas, coisas de um sucesso menor do que o esperado.

Repare que não preciso de muito para estar de bem com a vida, porém, preciso muito de sossego, de boa gestão do que faço pra viver e, não tenho mais a força, não tenho mais o poder e, até mesmo ando sem inspiração para fazer nada. Sem o espírito nada vai bem. Tudo foge enquanto tento cercar como quem cerca galinhas que nos dão ‘baile’ – passam até por debaixo das nossas pernas. É assim que me sinto hoje em dia, perseguindo o que ficou muito mais distante. Por esta razão estou pensando em me candidatar para uma viagem que é não menos que uma viagem ao planeta Marte. Em Marte, pelo menos, me separarei deste vínculo absurdo com a hipótese Gaia, esta preocupação com o que vai ser ou deixar de ser. Em Marte morrerei como uma espécie de herói anônimo na verdadeira terra do nunca, numa cúpula de plástico habitável naquelas condições de severas adversidades e, não terei saudades desta terra, sua aurora e seu ocaso diário que se tornou  inútil e sem fundamento.  Em Marte estarei entretido com o programa absolutamente controlado pela NASA, programa rígido de sobrevivência, onde uns dependerão dos outros de modo vital. Isto transformará minha vida medíocre em vida necessária, diferente do desnecessário sujeito que sou agora. De agora em diante, se quiser falar comigo, ligue pra Marte e, por favor, não conte vantagens da terra. Não diga nada sobre a terra. A terra pode ser muito boa para uns e uma merda para outros – Minha terra onde canta a Sabiá – Ora! Faça-me o favor.                                                                            

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