Translate

quarta-feira, 16 de janeiro de 2013

Cultura absolutamente inútil


O mundo conforme entendem as especialidades em cada campo do saber está colocando em questão o próprio saber, as convicções do saber... Da cultura como um todo. Próximo,  temos um governo do tipo que despreza a cultura, transformando-a em elitismo, um elitismo às avessas. Tal governo nasceu em Garanhuns e chegou faltando um dedo, mas não precisou dele para nada além de mostrar a falta dele, em momentos absolutamente oportunos. Quem nasceu em Garanhuns não foi o fundador da coisa toda, foi o seu piloto, seu mago, seu algoz.

Enquanto o mundo é informado pela NASA que irá aquecer sistematicamente a contar de 2011 para frente, cresce paralelamente o descaso do homem pelo homem, numa espécie de autoflagelação social compulsiva, em busca, provavelmente, de uma resposta e a resposta, não resiste à menor investigação. Ela está na atitude de cada um de nós, maravilhados e assombrados diante de tanta tecnologia e sincretismo. Por isto, àquela ansiedade permanente pensando no que iremos comer hoje diante de um cardápio tão vasto.

O saber tornou-se uma exceção e não importa mais. Não é ferramenta na movimentação do imediato. Não é transformador da força de trabalho em espécie, necessário para pagamento de prestações atreladas ao mutismo esperto, de quem não vê e não ouve. Se for preciso de um proxeneta, um estafeta, um pau mandado, aqueles que detêm o poder, podem de imediato ter um, mais que um, ter tantos quantos quiser. Já o saber, envolve uma promessa, uma correlação ligada ao passado, muito mais do que ao futuro e demanda tempo, paciência, pesquisa não direcionada, mas, pesquisa aleatória, ampla, fundamentos eruditos e consciência de que tudo isto não irá representar nenhum glamour. Estudo não é como a bunda bonita exposta numa mídia evasiva, totalmente ingrata e de apenas índices. Com a bunda, porém, pode-se tentar vender a um grupo maior, muito maior, dependendo da bunda, a ideia de que ela não fede como as outras, por estar sendo convidada no Faustão, no Ratinho e mais outros.

O saber não desdenha o futuro, muito pelo contrário, porém, é duvidoso o futuro, muito duvidoso e nossas propriedades estão em Xeque, um Xeque que pode ser Xeque mate e por isso, pode ser que tenhamos perdido o jogo. O saber leva a uma consciência maior dessa e de outras possibilidades funestas o que não deixa de ser ridículo, morrer de cataclismos por comer hambúrguer, enxergar isto mais profundamente. Melhor viver inconsciente. Melhor ser proxeneta se for preciso. Melhor traduzir a violência dos termos na base de toda ignorância.  Melhor aproveitar o carro financiado enquanto existe tudo isto. Melhor torcer e torcer-se pelo Coríntias, tão bem contabilizado pelo esperto presidente dos alienados, dos mão de obra meia boca, como diz um conhecido meu.

      Falando em cataclismo, a busca incessante pelo poder, fez ontem a presidenta Dilm’s vir à televisão dizer que a conta de luz baixou 18% para a população em geral e para a indústria, algo em torno de 32%. Por ai! Ora, claro que o brasileiro gostou de ver finalmente um preço baixar em vez de subir, como tem subido sistematicamente, mas, o preço futuro dessa manobra eleitoreira somente se irá saber dentro de algum tempo e, todo apagão daqui pra frente, será uma espécie de bem vindo, bem aos moldes de uma vingança forjada contra uma direita que já deve estar desistindo de ser direita, ou seja, lá mais o que for. O atual governo do Brasil caminha atualmente na direção dos governos que atuam no cone sul.  O governo centralizado da Venezuela, que é um dos mais importantes deles, acabou inspirando o Brasil e daqui pra frente se pode esperar a retomada de uma ditadura com pinceladas democráticas. Não se pode explicar isto, apenas poderemos sentir nos atos autoritários da ex guerrilheira que deverão chegar na forma de medidas provisórias há não mais poder. Estamos entrando, marque-se essa data, oficiosamente numa nova ditadura.
Sobre o cataclismo, acontece que a temperatura da terra não para mais de subir sistematicamente e vem o Brasil e todos os outros países também, falar em aceleração do crescimento quando a realidade gritante, aponta para outro lado, que sinceramente nem interessa muito saber, já que as manobras governistas do planeta apenas enxergam as manutenções dos próprios poderes.