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sábado, 21 de setembro de 2013

R EGO ADA


EGO                                                                           Dói muito e não há como anestesiar e quando menos se espera lá vem de novo  para ser remendado. Analista é paliativo, uma espécie de colchão para amortecer a queda. Ego é uma parte do cérebro onde se abafa o caso, lugar onde se dá um boi pra não entrar na briga e por esta razão tanta necessidade de se costurar. Não é uma dor convencional como a de barriga, é outra, ensurdecedora  que motiva nossos mais sombrios instintos e o trabalho é  tentar doma-lo. Não há meios de se contornar, apenas ele invade como um diabinho nossa praia e a tempestade está armada  e uma espécie de embaralhar vai se impondo para resgatar a razão. O ego não se convence de nada menos, não aceita a famosa massagem,  borbulha como a boca de um vulcão  e seu poder é o de definir a razão com absoluta precisão e caso não se resolva amplamente à contenda, ele não abandona seu posto de promotoria. O que se faz muito é ocultá-lo, mas o resultado pode ser catastrófico  rondando como  uma sombra negra àquele que se atreve a desafia-lo. Todos nós o desafiamos e o resultado, como havia dito é desastroso e menos mal quando apesar de tantos processos arquivados sem solução um se resolve, como se desembaralhasse de repente, permitindo-nos prosseguir. Ego é  uma espécie de termômetro emocional, um sensor atento de nosso equilíbrio, uma janela entre o espírito e o cérebro, o que é  inaceitável para uns e para outros nem tanto. 22.09.13