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sábado, 19 de outubro de 2013

Não devemos chorar!




Não devemos chorar!  A sorte dos simples mortais, ou seja, a sorte de quase todo mundo, nunca vem completa. A sorte sempre vem com defeitos, faltando alguma coisa, ou mesmo, muitas coisas e por esta razão é que não devemos chorar. Devemos é aproveitar o que a sorte nos deu e nos enroscar o máximo possível nos prazeres de uma sorte, sem desejar sorte a mais, sorte além daquela que nos chegou.  Penso assim!
É desconcertante ouvir a tristeza andando por escadas do passado, quando o presente nos deu um presente, um determinado reencontro, onde pudemos nos sentir de algum modo depois de tão longo tempo, um tempo novo, que me promete  poder saber de você, de sua saúde, seu humor, na velocidade da luz. Não posso querer mais!
Nosso tempo não acabou, ao contrário, começou de novo e devemos interpretar assim. No futuro, estaremos sempre melhores e mais intensos de algum modo. No futuro, nossas iluminações estarão em bom lugar e precisamos acreditar nisto, para dar sentido à vida, dar sentido ao plano de nossa atual vida.
Fui duas vezes ‘compromissado’ com alguém e uma vez fui até casado e todas as uniões foram desastrosas e fora de mim, da minha alma. O que é fora de mim? Fora de alguém? O que não se afina pelo mesmo diapasão?  A alma!!! A alma não responde como o desejo humano, não entende a necessidade de estar acompanhado, de se vestir e andar por lugares insalubres, lugares estranhos. A alma quer a empatia, quer a outra alma, a gêmea... Alma gêmea e, não aceita outra, principalmente quando ela, a alma, já esteve um dia com a sua alma gêmea e qualquer tentativa de mudança, do endereço da alma é um desastre.
A alma, por outro lado, outra visão, espera e, espera se for preciso por outra eternidade, como nos filmes de ficção onde as almas se perdem no tempo. Nossa alma é rebelde e não se ajusta ao corpo e a mente enfeitiçada pelo domínio dos meios. Diria que a alma precisa do talento, da harmonia, de tudo o que corresponda ao seu estado evolutivo e por isso, tantos desastres na humanidade. Nenhum psicólogo pode acalentar uma alma em conflito, que não esteja aceitando o corpo, a mente que veste àquela alma.

Não somos o que vestimos, apenas, a maioria de nós não entende que temos algo mais para agradar e compor. Somos mais, muito mais a nossa própria alma do que o nosso resto visível e estranho, tão estranho quanto sou eu refletido num espelho qualquer.