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quinta-feira, 6 de março de 2014

Razões para viver


 
Não faltam razões para viver, continuar assistindo a virada tecnológica ora em andamento por toda a humanidade. Imagine que eu ainda menino lá em Baixo Guandu já imaginava, sentia de algum modo a necessidade de acesso a algum tipo de aparelho que me permitisse comunicação imediata com outras pessoas e, de modo confortável. Coisa que me chamava muito atenção era o telégrafo da estação – código Morse – e de vez em quando eu parava por lá reparando o sisudo homem de frente para o aparelho que era o seu operador, com os barulhinhos característicos.  ‘Coisas de menino curioso’. Meu avô estimulava minha busca pelos caminhos que naquela época se abriam e ele, do alto de sua capacidade intelectual, com certeza visionava um futuro e seus grandes problemas também. Ele era o meu Guru, minha orientação e até mesmo a minha respiração.

Com o passar dos anos o telefone foi o máximo que se conseguiu em termos de comunicação e quando chegou o celular, telefone móvel, tive a nítida sensação que um divisor de águas estava para mudar a vida do homem e mudou. Mais ou menos ao mesmo tempo, chegou a Internet no computador e aquilo me intrigava e fascinava. Tudo era muito caro e estranho, criando expectativas diversas, enquanto eu ainda ficava bebendo pelos bares, estacionado no tempo – já separado da mãe das minhas filhas – enquanto o que eu mais imaginei pela vida, estava acontecendo bem debaixo do meu nariz.

Minhas filhas longe de mim, dificuldades para sobreviver, desânimo, doença crônica de pele, pouquíssima perspectiva e minha visão mórbida de uma realidade política conhecida me  derrubavam, jogavam por terra toda minha vontade, mas, de algum modo em determinado momento comecei a reagir e hoje entendo que o véu que permeia a humanidade e que é muito sutil, que nos escolhe e acolhe é DEUS e que ELE me pôs em suas mãos e me conduziu como voou Aladim em seu tapete mágico, até que pousou – pousei e de um minuto para o outro, deixei a bebida, o álcool nefasto para pisar em outro chão, um chão que eu já nem conhecia mais, que era o chão do mundo real. Um bom tempo depois (muito tarde) deixei o cigarro e assim, caminho hoje, amigo da Internet e descobrindo coisas infinitamente. Isto na verdade começou na minha vida com o Tesouro da Juventude, que era uma coleção de livros comprados pelo meu avô. - O Livro dos Porquês -  era um compêndio dentro da coleção que perguntava e respondia centenas de informações. Sempre imaginei que Bill Gates simplesmente partiu dessa coleção e animação para criar o sistema de busca que ele criou.

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