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sexta-feira, 12 de setembro de 2014

Nuances


No quarto, uma sombra e uma cortina e, uma tarde morna, oscilante onde os pensamentos nus evaporavam e ressurgiam num vai e vem desorganizado. Pensei em nós, pensei no tempo, pensei nos dias quentes e na minha pele indiferente ao calor, uma pele coberta de certa química, exalando amor a toda prova, prova que nada ousava contestar ou mesmo entender. Não há o que entender no estado de amor, do amor puro, em natura, feito de uma alma para outra alma. Não havia promessa, não havia compromisso, não havia nada... bastava-se por si, pelo encontro, pela troca de apenas um olhar e nada mais, suficiente para a vida toda, tão forte, digno e sólido, como desnecessário foi estar presente.

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