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domingo, 19 de outubro de 2014

Nada será feito







O preço da nossa omissão pode ser alto, muito alto e às vezes impagável. Desde menino tenho convivido com o conhecimento das cheias dos rios em Aimorés e de Baixo Guandu e, assim como eu, todo brasileiro que vive no Brasil, conhece o sobressalto de um céu nublado.
Muitos de nós vivemos em lugares mais altos, num segundo andar ou mais, mas, todos têm um parente, um amigo, um conhecido, um desconhecido, um serviçal que vive numa casa em local de risco... Às vezes em encosta, às vezes em beira de rios.
Essa é uma de nossas grandes realidades. Outras realidades como desmandos na política, roubalheira e violência que se estende a saúde pública, também são conhecidas e, passado o roubo, a morte, a tempestade, tudo volta imediatamente para o futebol, balada, diversão e Face book.
Nada no Brasil se faz de base, de sustentável e, muito menos, honestamente. Onde houver uma obra do governo, tem propina no meio e quando o governo aparece, como a presidenta (como se define Dilma) é na intenção de angariar votos para 2014 e diante das críticas dos que sacaram a jogada (fácil), faz o seguinte comentário: Duvido que algum outro presidente tenha visitado o Espírito Santo na véspera de natal. Ora ora! Visitar alagamento de helicóptero é para presidente americano e no caso, a visita é para resolver o problema. A ridícula Dilma ainda aparece na mídia vestida com salva vidas, como se sua vida já não estivesse absolutamente a salvo, no alto de seu poder, juntamente com suas mentiras e artimanhas. Quanto a resolver alguma coisa é absolutamente fora de propósito e dentro de uma semana, quando os escombros já estiverem secando, não se fala mais nisto, como foram os casos de Friburgo e Teresópolis, também o caso de Santa Catarina.
Nós, os simples mortais, deveríamos ter providenciado de algum modo nestes últimos 50 anos, um afastamento das cidades das chamadas áreas de risco e, não ficar esperando pelo governo da bolsa família e outros.

Penso em povos dos países nórdicos cujas bases são absolutamente sólidas, quanto pode ser sólida uma base humana e minha boca se cala. Se fôssemos (brasileiros) postos lá naquela região hoje... De repente, da noite para o dia, tudo desmoronaria e isso é o que somos. O Brasil ainda não nasceu para a realidade que a terra ocupa nesse exato momento no universo.    

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